O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, disse hoje que os danos no concelho devido ao mau tempo “são bastante acentuados” em edifícios públicos, empresas e casas, e que o município continua sem comunicações nem eletricidade.
“Em Porto de Mós, já fizemos o primeiro diagnóstico. Os danos são bastante acentuados, nomeadamente em alguns edifícios públicos, como os três pavilhões gimnodesportivos, o Cineteatro e o edifício das piscinas. Há uma série de edifícios públicos que estão muito danificados, nomeadamente ao nível das coberturas e toda a estrutura frontal com alumínios e vidros”, afirmou hoje à agência Lusa Jorge Vala.
Segundo o autarca, o concelho regista também “muitas empresas com danos muito significativos”, assim como “algumas instituições também com danos com alguma dimensão”.
“Estamos a fazer o levantamento de todos os danos com o objetivo de restabelecer [a normalidade]”, declarou, explicando que o município de Porto de Mós tem “pré-instalado um sistema de geradores para garantir o fornecimento de água à população”.
O presidente daquela Câmara do distrito de Leiria referiu que este fornecimento “está a funcionar de uma forma sistemática e sem anomalias na maioria do concelho”.
“Há uma parte do concelho em que vai ser reposto hoje, com recurso também a geradores por parte da E-Redes”, assegurou Jorge Vala, esclarecendo que a autarquia tem, igualmente, geradores cedidos por empresas no âmbito do Plano Municipal de Emergência.
Quanto a habitações, “muitas casas danificadas, sobretudo ao nível das coberturas”, assim como em anexos, acrescentou.
Em relação a desalojados, o Serviço de Ação Social da Câmara respondeu de imediato no caso de duas famílias, uma realojada pela Câmara e outra por familiares.
“A situação acalmou”, garantiu o autarca, destacando, contudo, que o concelho tem “falta de comunicações e, sobretudo, falta de energia elétrica”.
“Neste momento, estamos a tentar regressar a uma normalidade possível, estamos ainda a ponderar se vamos abrir as escolas na segunda-feira”, acrescentou o presidente do município de Porto de Mós.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00 horas de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.