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Sociedade

Leiria: Suspeito de roubo “de extrema violência” a idosa em prisão preventiva

Homem com extenso cadastro criminal empurrou e esbofeteou a vítima que o surpreendeu a invadir-lhe a casa para roubar dinheiro.

Caso ocorreu a 7 de janeiro na cidade de Leiria FOTO: Joaquim Dâmaso

Um homem de 60 anos, suspeito de agredir com violência uma idosa que vivia sozinha em Leiria para roubar dinheiro, foi detido no início do mês pela PSP e aguarda julgamento em prisão preventiva.

O caso ocorreu no dia 7 de janeiro, quando o indivíduo, que se apurou ter um extenso cadastro criminal, entrou na casa da vítima, “através de uma janela acessível pela varanda”. Ao ser surpreendido pela proprietária da residência, de 75 anos, o suspeito “empurrou-a violentamente para o chão” e agrediu-a “com várias bofetadas na face e na zona ocular”, exigindo-lhe dinheiro.

Por recear pela própria vida, a vítima acabou por entregar algum dinheiro ao assaltante, que conseguiu subtrair mais dinheiro de um móvel da cozinha, antes de se pôr em fuga, explica o Comando Distrital de Leiria da PSP em comunicado.

Assim que foi alertado, o filho da vítima conseguiu localizar o suspeito a cerca de 400 metros da casa da mãe. Ao tentar imobilizá-lo, ficou ferido na face com uma tesoura que o indivíduo terá utilizado para resistir. O agressor acabou por ser formalmente detido pela PSP, tendo-lhe sido apreendidos “mais de 400 euros, uma tesoura, uma navalha e uma sovela que foi utilizada para a intrusão na habitação.”

Segundo refere a PSP, o suspeito tem “um extenso registo criminal que remonta a 1981”, com uma dezena de condenações por “crimes violentos contra pessoas, crimes contra o património e ilícitos relacionados com tráfico e consumo de estupefacientes”.

“Este homem deu entrada pela primeira vez em estabelecimento prisional aos 16 anos e, num período de 45 anos, acumulou 26 anos de reclusão, permanecendo em liberdade apenas 19, distribuídos por períodos médios de cerca de dois anos, o que evidencia uma reinserção social particularmente curta e instável”, adianta ainda a PSP, acrescentando que passaram “apenas dez meses” entre a última saída em liberdade até esta detenção.

Presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial, ficou sujeito a prisão preventiva, “medida de coação mais gravosa”.

No mesmo comunicado, a PSP aproveita para apelar, “em especial às pessoas mais idosas e às suas famílias, para a adoção de comportamentos preventivos que reduzam situações de vulnerabilidade, nomeadamente através do reforço das condições de segurança das habitações, mantendo portas e janelas devidamente trancadas, assegurando que as partes comuns dos edifícios se encontram fechadas e controladas, e evitando a abertura da porta a desconhecidos”.

Recomenda ainda que “os cidadãos tenham sempre à mão os contactos de emergência, promovam rotinas de contacto regular com familiares, vizinhos ou pessoas de confiança e ponderem a instalação de sistemas de alarme e de videovigilância (CCTV), enquanto medidas adicionais de dissuasão e proteção” e reitera a importância de comunicar de imediato às autoridades “qualquer situação suspeita ou ocorrência criminal” é fundamental, reafirmando a PSP que continuará a desenvolver ações de proximidade e de prevenção criminal, com especial atenção à proteção dos cidadãos mais vulneráveis, reforçando a segurança e a tranquilidade da comunidade”.


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