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Cultura

Museu Abílio de Mattos e Silva reabre coleção permanente em Óbidos

A par com a reabertura da coleção permanente, o museu passa agora a contar com um serviço educativo próprio.

FOTO: CMO

O Museu Abílio de Mattos e Silva reabriu ao público a sua coleção permanente, após um interregno para instalar naquele espaço uma das exposições do Festival Literário Internacional de Literatura, anunciou a Câmara de Óbidos.

A reabertura desta coleção permanente “marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas, e a todos os públicos, também através do serviço educativo agora criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva”, divulgou a Câmara de Óbidos.

A coleção permanente do artista, que normalmente ocupa os dois pisos do Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, tinha sido “desmontada na totalidade para ser instalada naquele espaço uma das exposições do Fólio – Festival Literário Internacional”, explicou à agência Lusa o vereador do Património Cultural, Bruno Silva.

A cedência do espaço para acolher exposições durante o festival, que decorreu entre os dias 9 a 19 de outubro de 2025, “tem sido prática corrente, sobretudo para a curadoria do Folio BD, por vezes possibilitando a simbiose com a com a coleção permanente, mas desta vez a mostra de BD ocupou todo o edifício”, o que, segundo o vereador, foi aproveitado “para fazer uma reorganização da coleção permanente que agora volta a estar exposta”.

A par com a reabertura da coleção permanente, o museu passa agora a contar com um serviço educativo próprio, no âmbito do qual o primeiro projeto a desenvolver se intitula “Passeio Desenho”.

Liderado por Maria Matias o projeto pretende percorrer e observar os locais que o artista representa em várias aguarelas, envolvendo turmas de 2.º ciclo da disciplina de Educação Visual das escolas de Óbidos, que depois participarão num jogo, alternando entre a escrita e o desenho.

Criar personagens a partir dos figurinos de Abílio – contando para isso com a participação dos visitantes – é outra das iniciativas a desenvolver para dinamizar o espaço museológico e envolver o público com a obra de Mattos e Silva, refere o comunicado da autarquia.

O Museu Abílio de Mattos e Silva tem como foco a divulgação da obra do artista nas suas múltiplas facetas de cenógrafo, figurinista, pintor e ‘designer’.

Nos dois pisos do edifício, destaque para pinturas sobre Óbidos, a partir das quais o artista retrata o quotidiano e a ambiência da vila, nas décadas de 1930, 40 e 50.

A “Casa do Arco da Cadeia”, os cartazes de promoção utilizados pelo governo do Estado Novo, ou a representação, em tela, de detalhes e referências identitárias de Portugal (como o folclore) no domínio do figurinismo e cenografia, são outros focos da exposição permanente que integra parte do espólio detido pela Câmara de Óbidos, totalizando cerca de 900 peças do artista.

O museu que “promove a investigação e estudo destas matérias, que vertem para a divulgação através das exposições concebidas sobre temáticas múltiplas, mantendo sempre presente as artes de Abílio”, entra agora, segundo o vereador “numa fase mais dinâmica”, em que a exposição permanente poderá “ser enriquecida com parcerias com o Museu Nacional do Teatro e da Dança, podendo juntar a desenhos de figurinos, que aqui estão expostos, o próprio figurino”, exemplificou.


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