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Nenhum dos 15 gatos recolhidos em apartamento de Leiria tinha vacinas, microchip ou estava esterilizado

Sinalização foi efetuada pela vizinhança às autoridades e animais estão ao cuidado do Centro de Recolha de Leiria, até existirem condições para a sua adoção.

A maioria apresentava problemas de pele evidentes e muitos são animais seniores a necessitar de cuidados médico-veterinários, sendo que todos apresentavam deficiência nutricional" e alguns visual. FOTO: CROL

Foi num apartamento sem “condições mínimas de habitabilidade pela existência de odores intensos, lixo, falta de higiene, resíduos de origem animal e não só”, localizado na União das Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, que o Centro de Recolha Oficial (CRO) de Leiria, recolheu 15 gatos, a maioria seniores e a necessitar de cuidados médico-veterinários.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, a responsável do CRO Leiria, através do gabinete de comunicação do Município de Leiria, esclarece que a pessoa que residia no apartamento, a única ocupante, “já estava sinalizada” pelos serviços de Saúde Pública e Ação Social, “em consequência de denúncias da vizinhança”, e “já teriam existido várias tentativas de recolher os animais”.

Os felinos teriam sido “recolhidos da rua”, desconhecendo “quais possam ter nascido do descontrolo reprodutivo, uma vez que nenhum estaria esterilizado”. Também nenhum dos gatos tinha vacinas ou microchip. “A maioria apresentava problemas de pele evidentes e muitos são animais seniores a necessitar de cuidados médico-veterinários, sendo que todos apresentavam deficiência nutricional” e alguns visual.

A ação decorreu no dia 9 de janeiro e os animais encontram-se atualmente sob acompanhamento veterinário no CRO de Leiria e serão encaminhados para adoção responsável, assim que reúnam condições para tal.

“Esta intervenção teve como objetivo salvaguardar o bem-estar dos animais e a saúde pública,uma vez que a acumulação de um número elevado de animais num espaço reduzido pode resultar em problemas graves, nomeadamente situações de stress extremo, conflitos entre animais, rápida propagação de doenças infeciosas e parasitárias, bem como ausência de cuidados veterinários adequados”, indica o CRO Leiria, no comunicado enviado pelo Município, acrescentando que “a proteção dos animais é indissociável da proteção da saúde e do bem-estar da comunidade”.

Este foi o quarto caso de acumulação de felinos em apartamento acompanhado pelo CRO de Leiria. Ao longo de 2020/2021, foram recolhidos 28 gatos, sendo de acrescentar uma ocorrência de abril de 2021 em que foram acolhidos 19 felinos. Em 2025, foram contabilizados 19 gatos, informa o CRO Leiria ao nosso jornal, agradecendo “a todas as entidades envolvidas (serviços municipais (Ação Social), de saúde e forças policiais) e a entrejuda demonstrada, sem a qual não teria sido possível realizar esta ação”.

“Casos desta natureza estão frequentemente associados à denominada Síndrome de Noé, uma condição caracterizada pela acumulação excessiva de animais”, refere a nota da autarquia.


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