à previsão inicial para o retorno da eletricidade era de 48 horas. Esta quinta-feira, em visita à cidade de Leiria, o primeiro-ministro avançou que ainda não há previsão para quando a energia elétrica pode ser reposta. No entanto, Luís Montenegro avançou que está a ser mobilizado “um conjunto muito significativo de geradores para esta região”.
“A própria E-Redes está a mobilizar uma subestação itinerante que vem para cá, para poder colmatar todos os prejuízos. Queremos que o quanto antes haja acesso à energia”, disse esta manhã enquanto prestava declarações aos jornalistas no quartel dos Bombeiros Sapadores de Leiria.
Luís Montenegro veio esta manhã ao centro da cidade para ficar a par dos prejuízos e do trabalho que está a ser feito pelos operacionais. Confirmou que foi emitido estado de calamidade para as zonas mais afetadas pela depressão Kristin, mas não concretizou que apoios serão dados no terreno, efetivamente.
Segundo o primeiro-ministro, não foi elevada “nenhuma prontidão em termos de recursos e meios disponíveis, porque isso já está a acontecer”.
“Começámos agora a desenhar os mecanismos para de uma forma mais célere podermos colocar todos os meios no terreno”, disse, acrescentando que “muitos membros do Governo” estão atualmente a fazer “o levantamento dos prejuízos e das situações que precisam de ser já resolvidas”.
Quanto a apoio financeiro para as empresas que foram devastadas pela tempestade, Luís Montenegro disse que está a ser feito o contacto com as instituições europeias, sendo que o país irá recorrer aos mecanismos de solidariedade a que for “possível recorrer”. “Esperamos que outros meios de reparação de danos possam ser mais rápidos”, argumentou o ministro, referindo-se às companhias de seguro.
Para os próximos dias, as previsões do IPMA apontam para a continuidade da chuva, vento e agitação marítima. Até sábado, o distrito está sob aviso laranja, devido à previsão de ondas de noroeste com 5 a 7 metros. No sábado, está ainda em vigor aviso amarelo para rajadas de vento até 75 km/h, em especial no litoral.
“Estamos a antecipar problemas de cheias e inundações, que serão inevitáveis em algumas circunstâncias”, alertou o primeiro-ministro.