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Centenas de voluntários mobilizam-se para limpar cidade de Leiria e freguesias

“Todas as freguesias, sem exceção, continuam a precisar de ajuda para recuperar espaços, apoiar quem mais precisa e devolver a normalidade às comunidades”, frisa o município.

Depois da operação realizada em Leiria, o município promove este sábado, dia 7, uma ação de limpeza semelhante nas freguesias FOTO: Joaquim Dâmaso

Centenas de crianças, jovens e adultos, individualmente, em família ou em grupo, do concelho de Leiria e de vários pontos do país concentraram-se no sábado de manhã, à porta do estádio movidos pelo mesmo espírito solidário: ajudar a recuperar a cidade.

Partiram do estádio, mas nem sequer entraram, por este não reunir condições de segurança. Divididos em 13 grupos, munidos de luvas, vassouras e pás, “varreram” parques e ruas, procurando apagar a pegada de destruição deixada pela depressão Kristin.

Distribuídos por zonas, removeram ramos e detritos, que colocaram em sacos de lixo sem separação, para serem mais tarde recolhidos pelos serviços de tratamento de resíduos. Antes, no curto briefing, cada guia insistiu na primeira regra: segurança. “Primeira regra, não pôr ninguém em risco, não puxar ramos nem estruturas que não estejam caídos no chão, não comprometer a segurança e não ir para taludes”, reforçou Fernando Batista, funcionário do município e guia do “pelotão” que limpou a avenida 25 de Abril e a zona da Secundária Domingos Sequeira.

“Renovar esperanças”

Para Filipe Santos, residente na Barosa e atleta de decatlo na Juventude Vidigalense, o estádio “tem uma importância fundamental”. Ele, que ali treina várias vezes durante a semana com o clube, ficou impressionado com os danos sofridos. “Achei que seria muito bom eu fazer a minha parte e contribuir com a limpeza porque também contribuiria com o meu clube”, adiantou.

Já o pai afirmou-se surpreendido com a mobilização de centenas de pessoas. “Até dá ânimo”, acrescentou, realçando a importância de “renovar esperanças num momento de tanto sofrimento”.

“Começar nalgum lado”

Acompanhada da filha e do marido, Cristina Morais, residente perto do tribunal de Leiria, também quis dar o seu contributo.

“Vivemos em apartamento e tivemos a sorte de só ter um estore partido, o que não é nada. Infelizmente, nem toda a gente pode dizer o mesmo e sentimos que é o nosso dever estar aqui hoje”, adiantou.

“Muita gente vai dizer que antes do estádio há outras coisas mais importantes. Estas pessoas também terão razão, mas é preciso começar nalgum lado”, partilhou ainda com o REGIÃO DE LEIRIA.

De Viseu, vieram sete escuteiros “com o sentido de ajudar”. “Nós percebemos que está muito dramático e que havia falta de meios e de bens necessários para as pessoas viverem”, adiantou o chefe Manuel. Referiu que seguiu, também no sábado, uma delegação maior de escuteiros da região de Viseu para a Marinha Grande.

“Juntos somos mais fortes”

Natural de Porto de Mós, Carolina Matos estudou em Leiria, cidade pela qual nutre um especial apreço “Na zona onde vivo, as casas não foram muito afetadas, mas estão imensas empresas destruídas”, contou.“Temos de começar por algum lado e é ótimo tanta gente se ter juntado para ajudar”, destacou, convicta de que “juntos somos mais fortes”.

Solidárias, as amigas e irmãs Beatriz e Joana Silva vieram da Figueira da Foz também para ajudar e para trazer água e comida a uma prima que ficou sem água, luz e rede. “Lá, também fomos afetados mas está um pouco mais controlado, já temos as coisas básicas”, refere Beatriz, enquanto Joana, que estava em Viseu na quarta-feira, diz ter sido “horrível ver as imagens”. “Foi mesmo mau ver tudo a acontecer e não podermos fazer nada e então viemos fazer o que pudermos”.


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