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Complexo Municipal de Piscinas de Leiria reabre na próxima semana

Bairro dos Anjos e Clube Náutico de Leiria têm recorrido a outras piscinas da região para manter treinos dos atletas de competição. Intervenção profunda no complexo ficará para o verão

FOTO: CML

“Estou expectante que durante a próxima semana, as piscinas reabram”. A afirmação é de Carlos Palheira, vereador da Câmara de Leiria, com o pelouro do desporto, quando questionado pelo REGIÃO DE LEIRIA sobre a retoma da atividade de competição e de lazer no Complexo Municipal de Piscinas de Leiria.

A infraestrutura sofreu danos na cobertura do pavilhão da piscina de competição, resultantes das fortes rajadas de vento que foram registadas em Leiria, a 28 de janeiro.

Os trabalhos que estão a decorrer no local já procederam à retirada dos detritos, explica o responsável, e “está a ser colocado um novo painel, provisório, que dará conforto e segurança suficientes para retomar a atividade”.

No entanto, esta é uma solução transitória, até porque no verão a autarquia de Leiria irá avançar com a substituição integral de todo o telhado referente à piscina de competição, a zona mais afetada pela depressão Kristin.

A informação da reabertura ainda no mês de fevereiro é recebida com ânimo pelos dois principais clubes de natação que têm no complexo o seu tanque de treinos (e muitas vezes de competição).

“Estamos a fazer o possível para retomar com todos os atletas e temos trabalhado nas piscinas de Rio Maior e também em Porto Mós, com os cadetes e as escolas. Há uma série de atletas, um bocadinho por opção, que ainda não estão a ir, mas na generalidade conseguimos esta semana estabilizar e retomar os treinos”, explica Marco Simões, presidente do Clube Náutico de Leiria (CNL). Alguns nadadores de competição estão ainda a nadar em Coimbra ou no Jamor, onde também estudam.

Esta semana, deverá acontecer o regresso da natação adaptada, “ainda que seja um bocadinho simbólico, quase em jeito de brincadeira, para voltar à normalidade”, acrescenta.

Compreende a intervenção provisória que será efetuada numa primeira fase, uma vez que “algo mais profundo implicará um maior período de paragem”, e salienta que o clube continua a participar em provas de competição, apesar de todos os transtornos causados com a alteração forçada nos treinos, aproveitando as deslocações a outras piscinas para reforçar os treinos.

Também o Bairro dos Anjos (BA) tem deslocado alguns atletas até às piscinas de Óbidos, ainda num número bastante reduzido, e a atividade das escolinhas está totalmente parada. “Não é fácil pedir a um miúdo que treina das 18 às 20 para agora ir treinar das 20 às 22 horas e depois ainda fazer uma viagem grande para casa”, refere Carlos Gonçalves, vice-presidente do BA.

Já nas modalidades de atletismo, triatlo e pentatlo moderno, o clube tem contado com a solidariedade de outras entidades, para encontrar espaços de treino e retomar a atividade lentamente.

Mais difícil, explica o dirigente, será superar o prejuízo resultante dos danos provocados nas viaturas de transporte de alunos. O autocarro e carrinhas do clube estavam no parque do estádio e levaram com as chapas da cobertura do estádio. “Fizemos um Go Fund Me, no valor de 30 mil euros. Não vai dar para tudo, uma vez que os seguros não me garantem que suportam tudo, mas será uma ajuda”, afirma.

“Estamos a fazer o melhor que podemos e conseguimos”, conclui.


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