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Depressão Kristin

Cuidados a ter na reparação em segurança de telhados danificados pela tempestade

Registam-se inúmeros acidentes, muitos deles graves, que é preciso prevenir.

A tempestade Kristin provocou danos em milhares de telhados de habitações e empresas da região de Leiria, levando muitas pessoas, perante a iminência da destruição dos seus bens, a tentar repará-los por conta própria. Em resultado, registam-se centenas de acidentes, muitos deles graves, que é preciso prevenir.

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (AESST) divulgou normas sobre como “trabalhar com segurança em telhados”. Embora estas regras tenham sido concebidas para profissionais, os seus princípios podem — e devem — ser aplicados por qualquer pessoa, sobretudo numa situação de calamidade como a que a região atravessa.

Ainda assim, é importante reconhecer que a primeira regra continua a ser válida para todos: “O melhor modo de evitar uma queda é, em primeiro lugar, não subir ao telhado.”

Quando não há alternativa e é necessário intervir, seguem-se recomendações adaptadas para pessoas sem formação técnica.


1. Antes de iniciar a reparação
Avaliar os riscos — de forma simples e prática
O telhado está molhado, escorregadio ou instável?
Há telhas partidas, zonas afundadas ou estruturas danificadas?
O vento está forte?
Se a resposta for “sim” a qualquer das perguntas, não subir.

2. Segurança
Mesmo sem equipamento profissional, há medidas básicas possíveis:
Calçado antiderrapante
Luvas com boa aderência
Escada estável, bem apoiada e segurada por outra pessoa
Nunca trabalhar sozinho

3. Planeamento
Não improvisar no telhado.
Saber exatamente onde vai pisar, o que vai remover, como vai descer

4. Prevenção de quedas
As regras profissionais falam em guarda-corpos, linhas de vida e proteções coletivas. Para amadores, a opção deve ser:

Evitar zonas inclinadas ou frágeis
Manter sempre três pontos de apoio (duas mãos e um pé, ou duas pernas e uma mão)
Nunca trabalhar com vento, chuva ou humidade
Não subir ao telhado com ferramentas soltas nas mãos — usar um balde preso por corda para içar material
Limitar o tempo no telhado ao mínimo absoluto.

5. Queda de materiais
Nunca atirar nada do telhado.
Usar um balde ou saco preso por corda para descer detritos
Não deixar ferramentas ou telhas soltas que possam deslizar
Impedir que alguém circule por baixo da zona de trabalho

6. Quando o risco é demasiado elevado
Há situações em que nenhuma adaptação torna o trabalho seguro para um amador:
Telhados muito inclinados
Estruturas danificadas pela tempestade
Telhados de fibrocimento antigo (possível amianto)
Zonas com risco de colapso
Trabalhos que exigem remover partes estruturais.
Nestes casos, a recomendação é clara: não subir — chamar profissionais, mesmo que implique esperar


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