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Da região de Leiria ao Canadá: comunidade lusa une-se para apoiar reconstrução

O balanço preliminar revela que esta iniciativa angariou cerca de 18 mil euros.

Comunidade portuguesa mobilizou-se para ajudar região Foto: Joaquim Dâmaso FOTO: Joaquim Dâmaso

A comunidade portuguesa de Ontário, no Canadá, está a mobilizar-se para apoiar o esforço de reconstrução da região de Leiria. O Kitchener Portuguese Club (KPC), uma organização sem fins lucrativos que celebra a herança lusa na comunidade de Kitchener–Waterloo, promoveu um evento de angariação de fundos.

Kitchener–Waterloo é a designação de uma área urbana formada por duas cidades vizinhas que funcionam praticamente como uma só. Situada na província de Ontário, no Canadá, a região é conhecida pelo seu forte pendor tecnológico.

A comunidade portuguesa, dinâmica e participativa, promoveu no último domingo um almoço solidário com o objetivo de agregar esforços e garantir apoios para a região, em particular para os concelhos de Leiria e da Batalha.

John e Sandy Sousa, do KPC, explicam que a calamidade provocada pela tempestade do dia 28 também foi sentida do outro lado do Atlântico, ainda que de forma diferente. “Estamos muito ligados à região de Leiria, pois muitos de nós somos de lá”, referem. John Sousa acrescenta: “Eu próprio cresci no concelho da Batalha, mais precisamente em Santo Antão. Nós também sofremos, mas de forma diferente, com a calamidade na região.”

O casal decidiu avançar com várias iniciativas. “Eu e a minha esposa, juntamente com a nossa comunidade aqui no Canadá, não podemos ficar indiferentes às dificuldades que aí se sentem.”
Surgiu assim a angariação de fundos, um esforço que o clube pretende alargar a outras comunidades portuguesas naquele país. As reações nas redes sociais do clube espelham uma forte adesão à iniciativa, realizada no dia 22. O balanço preliminar revela que esta iniciativa angariou cerca de 18 mil euros.

A articulação desta mobilização da comunidade ligada ao KPC com a região é feita através da ONGD Santa Maria da Vitória, sediada na Batalha.

Amadeu Ceiça, responsável da organização, adianta que foram estabelecidos contactos com as autarquias e explica que os fundos angariados deverão ser destinados à aquisição de materiais de construção, de acordo com as necessidades identificadas, no momento em que as verbas forem disponibilizadas.