O estado do tempo vai melhorar gradualmente, prevendo-se um dia de domingo “mais pacífico” em termos de vento, mas ainda com precipitação que aumentará ao final do dia, segundo o IPMA.
Em declarações à Lusa, o meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explicou que no sábado continuou a “precipitação, embora já em regime de aguaceiros em todo o território”, sendo uma situação diferente da registada durante a noite e manhã, que foi “mais persistente e mais intensa”.
Hoje, domingo, Bruno Café explicou que será “um dia mais pacífico, por assim dizer, em termos de vento”, sublinhando que o “vento diminui bastante”, mas ainda se mantém a “precipitação, de um modo geral, durante o dia”.
“Vai diminuindo geralmente durante a noite, até o início da manhã [de domingo]. Poderá ocorrer ainda pontualmente, a partir da manhã, em particular no litoral norte e centro. E depois, a partir do meio da tarde, final da tarde, volta outra vez a aumentar a precipitação”, precisou.
No entanto, apesar da presença da precipitação, na maior parte do dia do domingo “há uma pausa, quer em termos de vento, quer em precipitação”.
Na segunda-feira, a precipitação ainda se mantém devendo ser “mais intensa na região sul até o final da manhã e depois, no litoral norte e centro, a partir da tarde”, avançou.
A tendência para a próxima semana é que na terça e na quarta-feira sejam os dias “com mais precipitação, temporariamente forte e persistente em especial no litoral norte e centro”.
O anticiclone dos Açores deverá estender a sua influência para a região sul a partir de quarta-feira, segundo o especialista, referindo haver “uma tendência para a precipitação ficar mais restrita ao litoral norte e centro e menos na região sul.
O anticiclone dos Açores, grande centro de altas pressões atmosféricas, que costuma estar perto dos Açores, tem estado mais a sul, o que criou um ‘corredor’ para as depressões que se geram no Atlântico Norte virem para leste, nomeadamente para Portugal.
Segundo explicou à Lusa Pedro Matos Soares, físico da Atmosfera e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com uma conjugação de anticiclones persistentes nas latitudes elevadas (Escandinávia), este fenómeno permite haver uma faixa por onde estão a passar as tempestades.