Este domingo, 8 de fevereiro, os portugueses regressam às urnas para a segunda volta das eleições presidenciais.
Esta é apenas a segunda vez na história da democracia portuguesa que a escolha do Presidente da República será decidida em dois escrutínios, a primeira ocorreu há 40 anos, em 1986.
A necessidade de um segundo turno decorre dos resultados da primeira volta, realizada a 18 de janeiro, em que nenhum dos candidatos alcançou mais de 50% dos votos válidos. Dos dois candidatos mais votados na primeira volta – António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista, e André Ventura, líder do Chega – vai então sair o novo Chefe de Estado para os próximos cinco anos.
No distrito de Leiria, estão 412.572 eleitores inscritos. Na primeira volta, António José Seguro ganhou a eleição no distrito de Leiria, com 29,17% dos votos contra 23,08% de André Ventura, com uma diferença de 15.200 votos. O líder do Chega venceu em cinco dos 16 concelhos do distrito, nomeadamente Pedrógão Grande, Alvaiázere, Pombal, Batalha e Porto de Mós, António José Seguro foi o mais votado em Leiria, Marinha Grande, Ansião, Figueiró dos Vinhos, Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral e Peniche.
Os resultados no distrito foram semelhantes aos nacionais, com António José Seguro a liderar com a preferência de 31,12% dos eleitores contra os 23,52% de André Ventura, uma vantagem de cerca de 430 mil votos.
Dos candidatos que ficaram pelo caminho na primeira volta, apenas Manuel João Vieira não declarou apoio ou intensão de voto no candidato apoiado pelo Partido Socialista que reside nas Caldas da Rainha.
Estas são apenas as segundas eleições presidenciais em Portugal a necessitar do recurso à segunda volta. As presidenciais de 1986, há precisamente 40 anos, foram as únicas na democracia portuguesa a exigir uma segunda volta. Nessa altura, apesar de partir em clara desvantagem depois de se ter apurado com 25,4% contra os 46,3% de Diogo Freitas do Amaral, Mário Soares acabou por sair vencedor por uma margem estreita, cerca de 51,2 % dos votos contra 48,8 % de Freitas do Amaral, marcando uma das eleições mais disputadas da história eleitoral portuguesa.
Quanto à votação, nos últimos dias, a tempestade Kristin causou estragos de grandes proporções em vários concelhos do distrito, no entanto, segundo o Portal do Eleitor, não existe mudança nos locais de votação no distrito, incluindo nos concelhos mais afetados, como Leiria e Marinha Grande, pelo que os eleitores irão votar nos mesmos locais onde o fizeram no dia 18 de janeiro.
As exceções registaram-se apenas em situações de voto antecipado em mobilidade em seis concelhos, nomeadamente Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves, onde os estragos provocados pelas inundações e ventos fortes tornaram necessário transferir temporariamente os locais de votação antecipado para outros espaços municipais, como quartéis de bombeiros ou escolas, por motivos de “força maior”.
Para esta segunda volta, os boletins de voto terão apenas os nomes dos dois candidatos qualificados, tanto no continente como no estrangeiro.
A votação decorre entre as 8 e as 19 horas, sendo que já decorreu em muitos concelhos o período de voto antecipado em mobilidade, uma modalidade que permitiu a mais de 308 mil eleitores depositar o seu voto antes do dia oficial da eleição.
Os eleitores devem fazer-se acompanhar de cartão de identificação válido e o local de votação pode ser consultado nos portais do eleitor e do recenseamento.
Alguns municípios, devido às dificuldades causadas pelas depressões Kristin e Leonardo, que causaram vários estragos e dificuldades no fornecimento de água, eletricidade e comunicações, deslocalizaram as mesas de voto. Saiba mais em https://www.regiaodeleiria.pt/2026/02/pombal-vai-a-eleicoes-e-leiria-e-marinha-grande-deslocalizam-mesas-de-voto/
Joel Ribeiro (Texto)