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Mosteiro da Batalha deve reabrir ao público no final do mês

Perspetiva de reabertura é avançada por Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura

FOTO: Foto: Joaquim Dâmaso

A reabertura ao público do Mosteiro da Batalha, encerrado desde 28 de janeiro, na sequência da tempestade Kristin, deverá ocorrer no final de fevereiro.

O monumento “está fechado há bastantes dias e esse facto tem impacto muito significativo. Mas só vai abrir no fim do mês”, revelou Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, no final de uma visita à Marinha Grande, na última segunda-feira.

A governante adiantou que no monumento, Património da Humanidade, decorreram “intervenções de emergência” que passaram pela “criação do perímetro de proteção, porque caíam elementos pétreos”, consequência da tempestade. Margarida Balseiro Lopes reconhece que o impacto económico do encerramento é “brutal” e “muito significativo” para o concelho.

“Temos de intervir no mosteiro, porque é o Mosteiro da Batalha, mas também porque para o concelho é um impacto económico e social muito grande”, sublinha, prometendo a realização de “algumas intervenções, depois de passarem estas chuvas” e outras que, necessariamente, se vão prolongar mais no tempo.

Entretanto, no início da semana, a isenção de portagens na A19 terminou, coincidindo com o fim do estado de calamidade. Aquela via, destinada a desviar o trânsito da zona do Mosteiro, passa a estar portajada.

Os autarcas da Região de Leiria reclamaram que a isenção de portagens se prolongasse e André Sousa, presidente da Câmara da Batalha, reconhece que a medida poderia auxiliar na preservação do Mosteiro: “Vamos continuar a monitorizar a situação porque pode, efetivamente, piorar com a situação do maior tráfego junto do Mosteiro. A isenção da A19, e esse foi um dos objetivos do município e da região, permite aumentar a proteção do monumento”.

Entretanto, na última segunda-feira, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria admitiu avançar com o prolongamento da isenção das portagens na A8 e a A19 até ao final do primeiro semestre, para mitigar os efeitos da destruição em várias vias da região.

O procedimento passaria pelo pagamento das portagens por parte da região, apresentando posteriormente esse valor (que se calcula ser de 3,5 milhões de euros) ao Governo.

Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, no final de uma reunião na Batalha, na última segunda-feira, considerou que “temos que todos regressar também a esta nossa normalidade”, explicando o fim da isenção. No seu entender, a questão do impacto do trânsito no Mosteiro terá sido “analisada e ponderada para tomar essas decisões”.

No final da reunião, Rui Rocha elogiou a participação local na resposta às emergências, enfatizando a necessidade de reconstrução e a apresentação, por parte do Governo, de um Plano de Reconstrução e Resiliência (PTRR) para garantir a maior rapidez possível na reconstrução.


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