O número de pessoas deslocadas das suas casas devido ao mau tempo no concelho de Leiria aumentou para 82, revelou hoje à agência Lusa a vereadora Ana Valentim.
“Temos uma atualização do número de pessoas deslocadas e que se encontram nas nossas estruturas de alojamento de emergência. O levantamento que efetuámos são 82 pessoas que estamos a acompanhar, tanto a nível social, como a nível psicológico”, disse Ana Valentim.
De acordo com a autarca, “o objetivo é algumas destas pessoas transitarem para casas modulares até conseguirem a reabilitação das suas habitações”.
Desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, no dia 28 de janeiro, e até 1 de fevereiro, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.
“O número tem vindo a aumentar, na sequência também daquilo que foi o agravamento das condições meteorológicas”, declarou Ana Valentim, explicando que, como medida preventiva, moradores que habitavam casas que estavam em risco foram retirados.
A vereadora com o pelouro do Desenvolvimento Social adiantou que só esta noite “14 pessoas tiveram de sair das suas casas” como medida preventiva.
“Neste momento, estamos a fazer a avaliação da casa, [para ver] se as famílias podem ou não voltar”, declarou, garantindo que o município assegura alimentação e outras necessidades
As estruturas de acolhimento de emergência da Câmara estão localizadas na Barreira, Salão Paroquial de Cruz d’Areia, Junta de Freguesia de Leiria e numa coletividade nos Pousos.
Segundo informação da Câmara, dos 82 munícipes deslocados das suas habitações, 49 são de Leiria, 21 de Souto da Carpalhosa e 12 de Colmeias.
Na semana passada, o presidente do município, Gonçalo Lopes, anunciou que a autarquia comprou 30 casas prefabricadas para instalar pessoas cujas habitações ficaram sem condições de habitabilidade devido ao mau tempo.