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Pamela Smith, em Alcobaça: A história de quem veio de férias a Portugal e escolheu ficar

Em Portugal desde 2015, dedicou-se a aprender português, tornou-se voluntária na Refood e criou um grupo no Facebook que partilha eventos e notícias da cidade, direcionada aos estrangeiros e à comunidade em geral.

Sabia que queria viver fora de Inglaterra, mas não esperava encontrar o seu lar em Portugal, país que visitou pela primeira vez em lazer. Anos mais tarde, e após uma casa de férias em Ferreira do Zêzere, Alcobaça tornou-se a morada oficial de Pamela Smith, onde criou vínculos com a comunidade e reinventou a sua vida pessoal e profissional.

A primeira viagem a Portugal aconteceu em 1998, a Albufeira. “Gostei, mas não pensei que fosse para mim”, recorda. Em 2005, decidiu comprar uma casa em Ferreira do Zêzere com o marido, inicialmente como “refúgio” de férias.

O plano era claro: viver a reforma em Portugal. Quando o marido se reformou, em março de 2015, mudaram-se definitivamente. Após uma década em Ferreira do Zêzere, o casal decidiu experimentar a vida na cidade.

“Fizemos uma visita às Caldas da Rainha e a Alcobaça. Não gostámos de Caldas, mas Alcobaça foi amor à primeira vista”, conta. “Parecia uma cidade pequena, mas muito ativa. Vimos muitos eventos em comparação com Tomar e tinha todas as comodidades de que precisávamos para o dia a dia”, acrescenta a inglesa, de 55 anos. A localização, entre Leiria e Caldas da Rainha, com ligação à Nazaré e Lisboa, revelou-se perfeita.

Apesar de ainda se sentir emigrante, Pamela mergulhou na vida local, evitando “passar a maior parte do tempo apenas com outros estrangeiros”. Dedicou-se a aprender português, tornou-se voluntária na Refood e criou um grupo no Facebook, hoje com mais de 5.300 membros, que partilha eventos e notícias da cidade, direcionada aos estrangeiros e à comunidade em geral.

Entre surpresas e desafios culturais, confessa que o mais surpreendente foi o Carnaval: “ainda tenho dificuldade em aguentar a noite toda!”, confessa. “O que mais me desiludiu foi a disponibilidade de boas aulas de português”, recorda a inglesa, que entretanto já pediu nacionalidade portuguesa. Apesar disso, persistiu e encontrou professores que a ajudaram a evoluir na língua de Camões. Profissionalmente, era administrativa e hoje trabalha como assistente virtual.

Pamela já tinha vivido na África do Sul durante a infância e, enquanto estudante, passou alguns meses na Ucrânia. Mas nenhuma experiência se compara à sensação de se sentir em casa: “Não conto regressar ao meu país. Portugal é a minha casa”, revela a alcobacense “de coração”. Ainda assim, alguns hábitos ingleses permanecem, como chegar cedo: “tento chegar em cima da hora ou até atrasada, mas simplesmente não consigo”.

Manchester, Inglaterra

Fundação 1853
Habitantes 550 mil habitantes
Área 115,6 Km2

O melhor por cá
As pessoas, a cultura, a língua

O pior por cá
O inverno e a falta de investimento em infraestruturas e nos serviços públicos, nomeadamente na saúde e na administração pública

O mais surpreendente
Ter conseguido aprender português


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