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“Perímetro do dano não para” na Região de Leiria, alerta Estrutura de Missão

“Estamos ainda longe de podermos dizer ‘os danos são estes'”, sublinhou o coordenador Paulo Fernandes em Pombal.

FOTO: Joaquim Dâmaso

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas, Paulo Fernandes, afirmou sexta-feira, dia 13, que se está longe de poder quantificar os prejuízos causados pelo mau tempo, porque “o perímetro do dano não para”.

“Esta Estrutura de Missão tem, neste momento, uma enorme dificuldade, que é de facto o perímetro do dano não parar. Ou seja, nós estamos ainda longe de podermos dizer ‘os danos são estes’, porque neste momento estamos também com as cheias, com as questões da bacia do Mondego”, salientou.

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria reuniu no final do dia 13 em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Após o período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes falou com os jornalistas, notando que a Estrutura de Missão não tem ainda sequer “aquilo a que se possa chamar a estabilização do próprio dano”, para se poderem equacionar outras vertentes.

“Estamos sempre em emergência, a vermos como é que podemos ajudar, também no contexto do socorro, numa perspetiva não tanto da proteção social de forma direta, mas como é que as comunidades, as empresas, as pessoas, como conseguimos criar modelos colaborativos que ajudem e que ninguém, obviamente, possa ser esquecido neste processo”, sustentou.

O antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão indicou que os dez municípios da Região de Leiria partilham as dificuldades que continuam a sentir com as telecomunicações e com o facto de a recuperação da fibra estar ainda muito atrasada.

Entre “20 a 25 mil pessoas continuam sem eletricidade”, muitas infraestruturas públicas sofreram danos de “enorme dimensão”, sublinhou.

“A questão das redes viárias também aqui foi falada, não só das redes viárias principais e secundárias, que estão obviamente muito danificadas, mas também das redes viárias do ponto de vista mais rural, mais agrícola, florestal”, referiu.

A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.


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