A depressão Kristin já superou em mais de cinco vezes os custos suportados pelo município da Batalha com a pandemia de Covid-19. A estimativa é feita por André Sousa, presidente da Câmara da Batalha.
“A pandemia de Covid-19 teve um custo de 400 mil euros [para a autarquia] e nós vamos ter um prejuízo claramente superior”, aponta o autarca. Em concreto, as estimativas municipais apontam para um valor de 2,2 milhões de euros referentes aos impactos da tempestade, entre prejuízos diretos e despesa com aspetos como a segurança e o abastecimento de geradores que estão a fornecer energia em vários pontos do concelho.
Numa altura em que se discutia a integração do saldo de gerência, no valor de 4,7 milhões de euros, André Sousa explicou que a verba seria canalizada para reforçar alguns investimentos, mas também para fazer face às despesas com a tempestade. Na última segunda-feira, o autarca adiantava que estava a ser assegurado o combustível aos 17 geradores no concelho, dos quais sete eram propriedade da E-Redes.
A decisão de assegurar o abastecimento foi consequência de se ter verificado que a empresa não o conseguia fazer. Ana Rita Silva, vereadora do CDS-PP, frisou ser necessário assegurar que os cofres municipais seriam ressarcidos do valor pago em combustível, evitando que a energia fosse duplamente paga pelos munícipes. André Sousa assegurou que haveria um acerto de contas com a empresa responsável pela gestão da rede.
André Sousa adiantou igualmente que nos primeiros dias os geradores falharam por fala de combustível, situação que a GNR está a investigar.