A tempestade Kristin causou “danos significativos” nos equipamentos da Valorlis, empresa responsável pelo tratamento de resíduos na Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós.
O montante total dos prejuízos ainda está a ser avaliado. Ainda assim, a recolha seletiva já foi retomada e o envio de recicláveis para aterro nunca esteve em causa, assegura Marta Guerreiro, administradora executiva da Valorlis.
Logo no primeiro momento, a quase totalidade dos ecopontos (95%) foi afetada, registando-se “danos muito significativos”. O impacto na estrutura da empresa foi severo, ao ponto de ter sido desaconselhada, por razões de segurança, a realização de reportagem no local. Para já, a prioridade é a recuperação.
Nos primeiros dias após a tempestade, a recolha seletiva chegou a ficar comprometida “devido aos equipamentos destruídos, à inexistência de condições de acessibilidade e ao elevado volume de resíduos depositados nas imediações dos contentores”, adianta Marta Guerreiro. Entretanto, a triagem de embalagens recicláveis retomou as operações o mais rapidamente possível, garantindo a continuidade do serviço.
Segundo a administradora executiva, o principal impacto foi sentido na unidade de tratamento mecânico-biológico, a mais afetada, encontrando-se em curso a sua reabilitação para assegurar as condições de segurança e operacionalidade da instalação.
Marta Guerreiro afasta que a colocação temporária de resíduos em aterro tenha sido uma opção. “A recolha seletiva e a triagem de embalagens recicláveis estão em funcionamento e o envio de recicláveis para aterro nunca foi equacionado”, afirma.
Sem avançar uma data para a normalização de todos os equipamentos e infraestruturas, a responsável confirma que vários projetos da Valorlis – nomeadamente no que se refere ao aproveitamento energético dos resíduos – foram bastante afetados. A extensão total dos danos “ainda está a ser avaliada, mas a prioridade é garantir a recuperação das operações essenciais e estabilizar a atividade o mais rapidamente possível”.
Neste contexto, a empresa apela à colaboração da população, lembrando que apenas papel, cartão, embalagens, pacotes de bebida e vidro devem ser colocados nos ecopontos próprios. A deposição indevida de resíduos na via pública deve ser comunicada ao município ou à junta de freguesia, assim como os pedidos de recolha de móveis, eletrodomésticos, monos, restos de obras ou resíduos verdes.
A administradora executiva salienta ainda que, apesar dos danos provocados pela tempestade Kristin, foi possível restabelecer as operações essenciais em menos de 24 horas, graças ao empenho dos trabalhadores e à articulação com os municípios, a EGF, concessionárias de outras regiões e o Grupo Mota-Engil, que detém parte do capital da empresa.