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“Vamos fazer um empréstimo, não podemos aguardar por um PTRR ou linhas de apoio”, diz Gonçalo Lopes

Autarquia continua a distribuir telhas e bens alimentares, mas prepara fase de requalificação e reconstrução de muitos edifícios em todo o concelho. Pedido de empréstimo é ponto assente, falta definir o valor, adianta Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, em entrevista.

FOTO: Joaquim Dâmaso

Anunciou que a Câmara de Leiria vai contrair um empréstimo para fazer face às despesas resultantes da depressão. Qual será o valor do empréstimo?
Temos uma reunião hoje [segunda-feira] com o Banco de Fomento. Vamos ver se existe ou não alguma linha [de crédito] específica para os municípios e em que condições. A partir daí, vamos verificar qual é o montante que terão disponível para os municípios e ver como é que podemos negociar. É um empréstimo que pode viabilizar a rapidez na execução e pagamento de obras, uma vez que não podemos estar a aguardar que haja um PTRR ou que possam existir outras linhas de apoio, porque podem demorar alguns meses e não podemos paralisar as finanças do Município. Relativamente aos levantamentos [dos prejuízos], temos dimensões muito grandes em alguns edifícios e vias municipais. Não temos um levantamento exaustivo, tanto que o primeiro trabalho foi feito pelos seguros. Ainda não conseguimos dar resposta aos orçamentos, são muitos edifícios, mais de 100. Estamos a falar sempre de edifícios da área escolar, com duas escolas muito afetadas, Marrazes e Maceira. A dúvida é ‘vamos fazer reconstrução ou requalificação?’ E há uma grande diferença. Se for requalificação são logo 8+7 [milhões de euros]. Se for reconstrução, é pôr o telhado e deixar a escola como está. Na área da cultura, há uma obra que ainda não temos estimativa que é do castelo, com implicações na Casa do Guarda, muralhas e Igreja da Pena, e ainda não temos orçamento, mas também temos danos no m|i|mo, no Museu de Leiria, no Agromuseu. Depois temos os equipamentos desportivos, com o estádio à cabeça, mas logo a seguir o pavilhão da Gândara, a piscina municipal, o ténis, que se estima perto de 400 mil euros, o Centro de Lançamentos.


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