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Exploradores de resina com prejuízo de dois milhões

Os “dados preliminares” da Resipinus indicam que foram “destruídas ou comprometidas 750 mil bicas, afetando 2.500 hectares de pinhal”, pondo ainda “em risco diretamente cem postos de trabalho”

A Associação de Destiladores e Exploradores de Resina (Resipinus) estima uma “perda de 1.500 toneladas de resina, equivalente a 20% da produção nacional e dois milhões de euros”, resultante da tempestade Kristin.

Segundo os “dados preliminares” da Resipinus, foram “destruídas ou comprometidas 750 mil bicas, afetando 2.500 hectares de pinhal”, pondo ainda “em risco diretamente cem postos de trabalho”.

Estes dados traduzem “o impacto severo da tempestade de 28 de janeiro na produção nacional de resina natural, com efeitos já visíveis na campanha deste ano”.

“A tempestade comprometeu a viabilidade da campanha de 2026, colocando em causa a continuidade de uma atividade essencial para a gestão ativa da floresta, a redução do risco de incêndio e a fixação de população no interior do país”, refere um comunicado de segunda-feira, dia 2, divulgado pela associação.

A Resipinus apela, por isso, “a uma ação imediata” e “reforça a sua total disponibilidade para colaborar tecnicamente com o Governo e com as entidades competentes na implementação de diversas soluções já propostas”, porque considera “fundamental assegurar a viabilidade da próxima campanha e garantir a sustentabilidade de uma atividade de gestão ativa do território e da resiliência das florestas”.

“A ausência de medidas rápidas após catástrofes passadas, como os grandes incêndios, agravou perdas que poderiam ter sido mitigadas. O sector não pode, por isso, enfrentar uma nova falta de resposta num momento em que cada semana conta”, adianta o comunicado.

Para a associação, “a atual quebra na produção não é apenas um prejuízo sectorial. É um retrocesso que agrava a dependência externa de Portugal e fragiliza uma fileira com relevância económica, ambiental e social insubstituível, particularmente no interior do país”, cuja “importância estratégica não pode ser esquecida”.


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