O Parque de Campismo de Peniche vai ser transformado num eco-resort de cinco estrelas, após investimento de 50 milhões de euros na sua requalificação pelo grupo Ilanga, detentor da marca Ohai Resorts.
“As obras contemplam o desenvolvimento integral de um eco-resort de classe mundial, concebido para valorizar o enquadramento natural único de Peniche e a sua reconhecida cultura de surf”, afirmou à agência Lusa Lisa Zakharka, vice-presidente do grupo.
O projeto, cujas obras começaram esta semana, contempla a instalação de unidades modulares de alojamento, espaços comuns, arranjos paisagísticos, infraestruturas de acesso e todas as redes técnicas necessárias.
A também diretora de Operações explicou que a intervenção vai assentar em “métodos de construção de baixo impacto, alinhados com o caráter costeiro e ambiental da zona, assegurando a preservação da beleza natural que distingue Peniche”.
A abertura ao público está prevista para o primeiro trimestre de 2027, altura em que deverá receber os primeiros hóspedes.
O investimento total é de 50 milhões de euros, dos quais 40 milhões de euros são investidos nesta primeira fase, em que vão ser disponibilizadas 160 unidades de alojamento “eco-lodge”.
Na segunda fase, prevista para 2029, vão ser investidos 10 milhões de euros com a construção de outras 60 unidades.
“Este desenvolvimento faseado reflete a dimensão da ambição do projeto e a confiança de longo prazo em Peniche enquanto destino com forte atratividade internacional” sublinhou.
As unidades de alojamento dividem-se em “eco-lodge” ou “vilas com vários quartos”, concebidas para proporcionar uma “experiência de resort de cinco estrelas num ambiente natural e costeiro”.
“A oferta foi pensada para responder às necessidades de casais, famílias e grupos que procuram uma ligação autêntica, mas confortável e sofisticada, à paisagem e à cultura de surf de Peniche”, explicou a vice-presidente do grupo investidor.
O investimento prevê a criação de uma centena de postos de trabalho diretos na época alta.
Em 2022, o grupo passou a ter um contrato de concessão por 25 anos com o município de Peniche.
Para o presidente da Câmara Municipal, Filipe Matos Sales, trata-se de um “investimento estruturante para o concelho, que responde a uma necessidade há muito identificada para o território e para a valorização da entrada urbana da cidade”.
Câmara e promotor reuniram-se no sentido de vir a efetuar melhoramentos na avenida Monsenhor Bastos, na entrada da cidade, em frente ao parque.
Em 2022, os mais de mil utentes saíram do parque e este foi encerrado para obras.
O município decidiu concessionar o parque a privados por não conseguir efetuar melhorias, calculadas em 4,5 milhões de euros, depois de problemas que levaram a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica a encerrá-lo há vários anos, de forma temporária.
A concessionária paga por ano à autarquia 750 mil euros, divididos por quatro prestações.