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Schubert, uma big band americana e Chico César em Leiria esta quinta-feira

Três concertos marcam este dia 12 de março. Acontecem na Igreja de São Francisco, Teatro Miguel Franco e Teatro José Lúcio da Silva.

Chico César, referência da música popular brasileira, atua esta noite em Leiria

Esta quinta-feira, 12 de março, há três propostas musicais ao final do dia em Leiria. São três concertos bem diversos, desde a música clássica ao jazz, passando pela música popular brasileira.

Ao final da tarde, pelas 19h30 (entrada livre), o Ahora Quintet leva música de Schubert à Igreja de São Francisco, num espetáculo integrado no Festival Música em Leiria.

O grupo nasce da vontade de músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa (dois violinos, dois violoncelos e uma viola) interpretaram o Quinteto em Dó maior, uma obra onde beleza melódica e densidade emocional se fundem num discurso sobre a vida, o sofrimento e a transcendência.

Pelas 21h30, no Teatro Miguel Franco, entra em cena a Shenandoah Conservatory Studio Big Band, projeto criado nos anos 50 e que ganhou fama, percorrendo diversos clubes, incluindo alguns mais exóticos, como clubes do Japão e festivais do Senegal.

Logo à noite, chegam a Leiria numa parceria com a Associação Jazz de Leiria, mostrando a tradição do jazz norte-americano, num concerto com entrada livre.

Também às 21h30, mas no Teatro José Lúcio da Silva, apresenta-se um dos nomes maiores da música popular brasileira. Chico César inicia em Leiria a digressão portuguesa que celebra 30 anos do lançamento do disco “Aos Vivos”, que foi prenúncio de uma revolução cultural e um marco na música brasileira.

Os bilhetes para o concerto de Chico César em Leiria custam 15 euros e podem ser adquiridos online aqui.

Chico César traz esperança num “tempo de angústia”

“Aos Vivos” lançou Chico César como referência artística mundialmente reconhecida. Em maio de 1995 surpreendeu com uma edição ao vivo: era apenas ele, a sua voz e o violão – o suficiente para conquistar a crítica e o público e ficar na história com uma obra-prima da música popular brasileira.

Trinta anos depois, Chico César, cantor, compositor, escritor e ativista, recorda “Aos Vivos” com uma digressão que passa por Portugal. Leiria é o primeiro de oito concertos agendados para Portugal.

Para o artista, a digressão que celebra três década de “Aos Vivos” reveste-se de um misto de esperança e de angústia. “Nós tivemos há pouco tempo uma eleição em Portugal que aponta para um lugar dessa esperança, mas o tempo inteiro é um tempo de tensão”, afirmou o cantor e compositor, citado pela agência Lusa.

Num planeta em convulsão, o que assistimos atualmente “é um absurdo”: “O mundo tem assistido praticamente paralisado à destruição da Palestina por Israel com uma cumplicidade silente. É um absurdo o que nós estamos assistindo”, enfatizou.

A partir do Brasil, Chico César observa uma “Europa assolada por uma onda de conservadorismo, de xenofobia muito forte (…), os Estados Unidos, que é um país importante no equilíbrio do mundo, comandado por uma ala muito conservadora, em torno do Trump” e “a perda da força de organismos como a ONU”.

“Estamos deixando que o mais forte possa agir com suas mãos de ferro sobre o mais fraco”, lamenta.

A música é a forma de reagir. “Esse tempo é um tempo de angústia. Eu a minha angústia com a minha arte, com a minha música, como sempre fiz. Não podemos ficar calados”.

A Leiria e Portugal, o músico brasileiro traz “uma mensagem de amor”, replicando a intimidade que marcou o disco de estreia, em 1995.

“É de um país que foi colonizado, assim como foram vários outros países colonizados. Nós amamos os portugueses que fizeram a Revolução dos Cravos. Nós queremos ser amados também”, conclui.


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