Há muito e bom cinema programado para abril nas salas de Leiria, Ourém e Pombal, com a estreia de mais uma edição do festival Hádoc e novos ciclos pensados pela Albardeira e Cineclube de Pombal.
Por Leiria, a 15ª edição do Hádoc tem início na terça-feira, dia 7, com “Led Zeppelin – O nascimento da lenda”.
O documentário de Bernard MacMahon revela o lado humano e artístico de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham, explorando influências, cumplicidades e tensões criativas da banda num período de profunda transformação cultural.
O filme passa no Teatro Miguel Franco a 7 de abril (21h30, 4 euros, M12).
Organizado pela associação ecO, Hádoc decorre até 30 de junho, com mais dois filmes agendados para abril: no dia 14 passa “Orwell: 2+2=5”, de Raoul Peck, e no dia 28 está em destaque “O conto de Sylian”, de Tamara Kotevska. Outras informações e restante programação está disponível no site https://www.hadoc.pt/.
Também no dia 7 de abril, terça-feira, em Ourém o Cineclube Albardeira dá início a mais um ciclo, intitulado “Liberdade na 1ª pessoa”, com um dos filmes do momento: “Mr. Nobody contra Putin”.
Proibido na Rússia, documentário foi realizado pelo professor Pavel Talankin, que registou as sessões de “educação patriótica” na sua escola, mostrando a transformação das salas de aula em espaços de doutrinação do regime de Vladimir Putin e recrutamento para a guerra.
O filme passa no Teatro Municipal de Ourém a 7 de abril (21h, 3 euros, M12).
Durante este mês, a associação Albardeira escolheu filmes que dão “a conhecer a coragem em discurso direto”.
A 14 de abril, Ourém assiste a “A mulher que morreu de pé”, sobre Natália Correia, numa sessão com direito a conversa com a realizadora Rosa Coutinho Cabral.
No dia 21, é projetado “Kneecap: o trio de Belfast”, sobre um trio irreverente de hip-hop, que tanto se prestam à comédia como ao protesto e à resistência.
Nesse dia, fora do ciclo, exibe-se também, pela manhã, “O palácio de cidadãos”, de Rui Pires, sobre os bastidores da Assembleia da República.
E a 28 de abril, o foco é a violência doméstica, a partir de “O canto rosa”: a separação de Francisca e do ex-companheiro foi o gatilho para um conjunto de perseguições, assédio e ameaças. Que se prolongam à realizadora Cláudia Rita Oliveira, filha de Francisca.
Mais informações sobre os filmes deste ciclo Albardeira disponíveis no site do Teatro Municipal de Leiria, https://teatromunicipal.ourem.pt/, onde serão exibidos todos os títulos.
Por Pombal, também o Cineclube escolheu a dedo mais um conjunto de filmes para mostrar durante abril, num ciclo dedicado à produção feita na Roménia.
O início de mais um ciclo é na quarta-feira, dia 8, com “Aurora”, uma comédia dramática sobre um homem que percorre o trânsito de uma cidade com pensamentos obscuros.
A exibição é no Auditório Municipal de Pombal, a 8 de abril (21h30, entrada livre, M12).
Até ao final do mês, o ciclo inclui ainda “Coletiv”, sobre as consequências de um trágico incêndio num clube de música romeno (dia 15, M14), “Não esperes demasiado do fim do mundo”, sobre uma assistente de produção sobrecarregada e mal paga que conduz por Bucareste para filmar castings (dia 22, M16), e “O ano novo que não aconteceu”, uma tragicomédia em torno da revolução romena de 1989, que levou ao fim da ditadura comunista de Ceaușescu (dia 29, M14).
Outras informações sobre o ciclo de Pombal disponíveis em https://servicosonline.cm-pombal.pt/bilheteira/index.php.