O presidente da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis) diz que o dinheiro está a demorar a chegar às empresas afetadas pelo mau tempo, considerando que é um problema da banca.
“O dinheiro chegar às empresas, o apoio à tesouraria, que é aquilo que as pessoas neste momento precisam mais, não está a chegar, está a demorar”, afirmou à Lusa Lino Ferreira.
O presidente da Acilis participou na tarde de 30 de março, num debate regional sobre o programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, organizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, em Pombal.
Para Lino Ferreira, o Governo “tem tido uma proximidade com as empresas” que “é muito boa”, considerando que a demora “é mais por causa da banca”.
“A banca está a ser um bocadinho egoísta. O Governo agilizou processos, pôs o Banco de Fomento a trabalhar, o Banco de Fomento está a por no terreno o apoio que tem dado, que é as garantias reais, mas depois a banca cria alguns problemas”, indicou, exemplificando com o pedido de avais.
Para o presidente da Acilis, a “banca devia ser mais rápida e mais eficiente, até nos seus processos”.
Na sua intervenção, o dirigente sublinhou que, ainda assim, “não há despedimentos nem encerramentos de empresas”, salientando que o ‘lay-off’ “está a funcionar bem”.
Alertou também para a situação das microempresas em todo o concelho de Leiria, que “têm alguns problemas”.
“No norte do distrito, Castanheira [de Pera], Figueiró, Ansião, Alvaiázere, e até Pombal, há pequenos negócios em que as pessoas estão a passar dificuldade. Ficaram sem comunicações, sem energia, os produtos que têm foram todos destruídos e muitas destas empresas fazem um trabalho social”, referiu.