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foto do rosto de Joaquim Paulo Conceição com os polegares erguidos

Joaquim Paulo Conceição

Gestor de empresas e professor do ensino superior

SER Simples: Elogiar

Quando tudo muda, quem antecipa e se adapta prevalece. Os dinossauros eram enormes e a dimensão não os protegeu. Desapareceram porque não se adaptaram.

António Barroca Rodrigues: O transformador

Quando tudo muda, quem antecipa e se adapta prevalece. Os dinossauros eram enormes e a dimensão não os protegeu. Desapareceram porque não se adaptaram. A dimensão não chega, precisa de lideranças transformacionais, com três características principais: têm visão, olham para empresas, não como são, mas como querem que sejam; são comunicadores eficazes oferecendo e recebendo confiança; gerem pelo exemplo.

O meu elogio de hoje vai para o líder transformador que deu à região e ao país um dos grupos empresariais, social e economicamente, mais relevantes.

1. A visão
António Vieira Rodrigues, fundou e liderou a Construtora do Lena, em 1974, depois de ter mais de 20 anos de atividade individual.
Os filhos, António, Joaquim e Fernando foram formados das competências técnicas duras, até às mais relacionais, para assegurar a sucessão. Em 1998, os irmãos António e Joaquim, asseguram a liderança, o Joaquim com um trabalho notável na área das construções, o António na organização de um Grupo.
Com mais de 30 empresas e 30 sócios, António Barroca teve a visão de transformar um conjunto de empresas num grupo empresarial. Somou competências de mercado ou produtos a competências de gestão, definiu uma estratégia, missão, valores e iniciou a construção de um grupo, de base regional, com proximidade às universidades e gestão profissional, que foi crescendo, em dimensão e resultados.

2. Comunicação e Confiança
A frase “não existe uma segunda oportunidade para criar uma boa impressão” parece ter sido inventada por António Barroca. O seu sorriso e a sua expressão facial são comunicação não verbal, eficaz. A sua postura, de ouvinte gerador de consensos, é um íman para a confiança de quem o rodeia. É um equilibrador capaz de motivar dois parceiros, com opiniões antagónicas, a trabalhar para um objetivo comum, parecendo concordar com ambos.
A confiança trouxe para o Grupo competências acrescidas e, até 2014, o grupo tinha mais de 200 empresas, 5000 colaboradores, era o maior exportador da região, um dos maiores do país, e levou para 11 mercados internacionais, mais de 100 empresas da região, sendo “tábua de salvação” para muitas.
Construção, imobiliária, automóveis, hotéis, comunicação, indústria, ambiente, são atividades que permanecem, com sucesso, porque o líder permaneceu transformador, próximo e fiável, mesmo quando “tudo abanou”.

3. Moral da história
Abalados, a partir de 2015, por estúpida e injusta perseguição, António Barroca permaneceu solidário e próximo, mesmo de quem não conseguiu suportar a pressão e escolheu outros caminhos.
Muitos alvitraram o fim do grupo. António Barroca lidera e liderou pelo exemplo, assumindo primeiro os sacrifícios que sugere aos seus liderados, diversificou atividades, criou a primeira incubadora de empresas de biotecnologia, o primeiro laboratório de criopreservação em células estaminais, a primeira indústria de produção de termoplásticos, a primeira Business School ligada a um grupo empresarial, desafiou mais de 30 universidades e Politécnicos, a apresentarem ideias de negócio, oferecendo 15% de empresa a constituir para gerir com os promotores.
Mesmo, após “o vendaval” (2015), o Grupo NOV, pagou a bancos mais de 600M€, capital e juros, quase 200M€ de salários e mais de 150 M€ em impostos.
Os números são fruto do trabalho de equipas competentes, mas, sobretudo, das características transformadoras do seu líder.
A nossa região, o país, todos os colaboradores e parceiros que influenciou, têm uma grande dívida de gratidão a António Barroca Rodrigues.