O maior desafio do ensino profissional em Portugal é a adoção de uma visão estratégica. Durante anos, o sistema cresceu de forma atomizada, com cursos dispersos, pouca especialização das escolas e uma ligação ainda insuficiente ao tecido económico, social e científico. O resultado é um paradoxo: apesar dos bons níveis médios de empregabilidade declarados, persistem ofertas desajustadas ao território, projetos educativos pouco diferenciados e uma perceção social que continua a encarar o ensino profissional como uma segunda escolha.
Criar verdadeiros ecossistemas regionais
Quando alinhado com o território e com o futuro, o ensino profissional deixa de ser um plano B e afirma-se como uma via de excelência, capaz de garantir empregabilidade, mobilidade social e coesão territorial.