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Presidente da E-Redes estima que existe “elevada probabilidade” de reestabelecer o serviço a todos os clientes até final do mês

Em conferência de imprensa ao início da tarde deste domingo, em Leiria, José Ferrari Careto lamentou não conseguir ser mais preciso na previsão de uma data para a resolução do problema, consequência da depressão Kristin.

O presidente da E-Redes afirma que existe “elevada probabilidade” de chegar ao final do mês que hoje começa com a reposição do serviço para a totalidade dos clientes atualmente sem serviço de abastecimento de energia elétrica na região.

“Chegar ao final de fevereiro com uma probabilidade elevada de ter os clientes com energia restabelecida, é uma probabilidade elevada”, adiantou.

Em conferência de imprensa ao início da tarde deste domingo, em Leiria, José Ferrari Careto lamentou não conseguir ser mais preciso na previsão de uma data para a resolução do problema, consequência da depressão Kristin. “Não consigo dizer mais do que isto, neste momento, sob prejuízo de estar a criar falsas expetativas e de estar a faltar à verdade”, adiantou.

Antes, explicou que à medida que a empresa vai “resolvendo avarias de média tensão”, acrescenta “mais clientes energizados” e à medida que se ultrapassam as avarias de baixa tensão, aumentam os clientes com eletricidade.

“Gostava muito, mas não consigo dar aqui e agora uma data para dizer que toda a gente vai ter energia”, admitiu, reconhecendo haver uma “probabilidade elevada” de chegar ao final deste mês com todos os clientes com energia restabelecida.

Este responsável adiantou que ao meio-dia de hoje, existiam 167 mil pontos da rede “não energizado”, recordando que após a tempestade esse número era de 1,010 milhões.

O presidente da E-Redes explicou que a intervenção inicial incidiu sobretudo na alta e média tensão, avançando-se agora para a componente da média e baixa tensão, situação que contribuirá para que a recuperação do serviço seja sentida por um menor número de clientes, dada a “capilaridade” do sistema.

No concelho de Leiria, num total de 83 mil clientes, mais de metade, 49.900 estão ainda sem fornecimento de energia, especificou.

Freguesias de Leiria com geradores ainda este domingo

José Ferrari Careto revelou igualmente que avança a disponibilização de geradores para as freguesias do concelho de Leiria, tal como “foi solicitado pelo município”.

“Os geradores estão identificados, estão a caminho, neste momento estamos essencialmente na fase da logística de instalação desses geradores. Eu tenho expectativas que até ao final do dia de hoje, esses geradores possam estar instalados”, adiantou.

José Ferrari Careto, presidente da E-Redes

Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, explicou que as disponibilização destes equipamentos não significa que será reposta a totalidade da energia nas freguesias nesta altura. “Será como uma vela nesta escuridão”, ilustrou, explicando que os geradores irão servir equipamentos centrais – como é o caso de pavilhões – e zonas circundantes, para que possam servir como ponto de apoio às populações, permitindo fornecer banhos quentes e alguma energia.

O presidente da E-Redes lembrou igualmente que Leiria foi o concelho mais afetado ao nível das subestações, com dois equipamentos dessa natureza – fundamentais para a transição entre a alta e média tensão – que ficaram isolados. “Temos, em Leiria, as subestações de Andrinos e Pinheiros fora de serviço”, explicou, havendo uma outra em situação similar no concelho de Pombal.  

Entretanto, uma linha de média tensão, que liga Azoia e Vidigal, em Leiria, estava a ser reparada, situação que deveria permitir adicionar cinco mil clientes ao sistema e reforçar o abastecimento em Leiria. No final da conferência de imprensa, o presidente da E-Redes referiu ter a indicação de que esse procedimento estava a decorrer com sucesso.

“Não se percebeu a dimensão do fenómeno”

Presente na conferência de imprensa, Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, lamentou que tenha havido falta de entendimento sobre a dimensão da calamidade que atingiu Leiria.

“Acho que o Governo tem que ter uma atenção muito demorada [sobre Leiria e a região], porque a tragédia vai crescer”, alertando igualmente para os impactos económicos imediatos: “há pessoas a irem para casa, [porque há] empresas fechadas, uma semana, duas semanas. É como durante a pandemia”, salienta, num dos concelhos que é “um pulmão económico do país”.

Actualmente estando já a recorrer a geradores provenientes de Espanha e França, explicou o autarca, Leiria necessita ainda de mais geradores.

Para Gonçalo Lopes, é necessário ativar mecanismos de apoio ao nível europeu, defendendo igualmente a criação de um fundo nacional de emergência, para o qual Leiria terá disponibilidade para contribuir.

Ainda sem quantificar o montante dos prejuízos, o autarca salienta que fenómenos desta natureza noutros países, os prejuízos foram contabilizados em vários milhares de milhões de euros, recorda.


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