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Ansião

Ansião com mais de 100 realojados precisa de telhas e mão de obra

Na manhã de hoje, “ainda faltava restabelecer 35% da rede elétrica, o equivalente a mais de 2.500 residências”.

Mais de uma centena de pessoas foram realojadas no município de Ansião, que mantém 35% do seu território sem energia, disse à Lusa o presidente da câmara, pedindo “muitas telhas” e mão de obra qualificada.

“Temos mais de uma centena de pessoas realojadas, fora as que não nos foram comunicadas, porque estão com familiares e amigos ou vizinhos. Temos pessoas em IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e no quartel dos Bombeiros” Voluntários de Ansião, disse o presidente Jorge Cancelinha.

O autarca precisou que no quartel dos bombeiros estão sobretudo cidadãos que precisam de aparelhos de suporte ou auxílio ao sono ou de terapia de oxigénio que carecem de energia elétrica estável para o seu bom funcionamento.

“Há muita gente a dormir em casa por resistência, mesmo a chover lá dentro, mas estamos a monitorizar constantemente, até porque esta noite foi bastante agressiva e estamos a fazer essa avaliação”, referiu.

Na manhã de hoje, “ainda faltava restabelecer 35% da rede elétrica, o equivalente a mais de 2.500 residências, ainda que os outros 65% estão a ser alimentados a geradores, ou seja, soluções provisórias que não permitem ter grande estabilidade energética”.

“Uma situação que se vive há uma semana, muitas destas residências também estão sem água, porque é necessária energia para o motor funcionar e bombear a água para as habitações mais elevadas”.

Ainda assim, o município de Ansião “tem praticamente 90% do território com abastecimento de água” na rede.

“As comunicações estão muito instáveis, há postos provisórios que as operadoras montaram, mas ainda assim é deficitário. Há muita gente sem televisão nem internet, mesmo na sede do concelho”, indicou.

O presidente disse que o Município de Ansião disponibilizou locais para que as pessoas “possam estar em teletrabalho e são várias as que estão nesses espaços” como, por exemplo, o Centro Cultural de Ansião.

Neste momento, o que Ansião “mais precisa é de mão de obra qualificada, porque os meios locais estão todos requisitados e, por isso, toda a ajuda externa que chegar, será uma boa ajuda” o que, disse, “felizmente, tem acontecido, mas é precisa mais”.

“Também precisamos, essencialmente, de telhas. Há telhas de imensos tipos, há uma diversidade enorme de tipologia de telhados, portanto, todas as telhas que nos fizerem chegar serão bem-vindas. Estamos a acolhê-las no nosso estaleiro municipal, para as identificar e fazer chegar a quem delas necessitar”, indicou Jorge Cancelinha.

Também ao dia de hoje, o concelho tem “cinco escolas e jardins-de-infância abertos e em funcionamento para atividades de apoio às famílias”.


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