Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Pedrógão Grande ainda com “largas dezenas” de casas afetadas e sem intervenção

“Está tudo a ficar de rastos, mas não desistimos”, vincou o autarca João Marques.

FOTO: Joaquim Dâmaso

O concelho de Pedrógão Grande ainda tem “largas dezenas” de casas afetadas pela depressão Kristin que estão sem intervenção, num momento em que as equipas estão a ficar esgotadas, afirmou o presidente do município.

“Temos ainda largas dezenas de casas” sem intervenção, disse à agência Lusa João Marques, afirmando que, mesmo em habitações onde foi possível fazer algumas reparações provisórias e pôr lonas, com os ventos fortes que se sentiram no fim de semana “voltaram ao mesmo”.

Segundo o autarca, “as pessoas estão muito esgotadas”, sublinhando, porém, o trabalho “incansável” dos funcionários do município, da corporação local, escuteiros, equipas da GNR, da Força Especial de Bombeiros e de “voluntários estrangeiros e nacionais”.

“Está tudo a ficar de rastos, mas não desistimos”, vincou.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande salientou que, face à dimensão dos danos em habitações, todos os meios “parecem poucos para o trabalho necessário”, referindo que foi pedida ajuda ao Exército, mas sem sucesso até ao momento.

“Enquanto não se conseguir pôr empreiteiros e pessoal da construção civil a recuperar definitivamente estamos a fazer algo que depois vem o vento e desfaz”, notou.

De acordo com João Marques, o impacto da passagem da depressão sentiu-se em todo o concelho, mas com especial incidência na região sul de Pedrógão Grande.

Além das casas sem intervenção, ainda há trabalho a ser feito na reposição da energia, num momento em que cerca de 85% do concelho já tem a luz restabelecida, mas ainda com “muitas anomalias”, constatou.

“As empresas ainda estão sem energia e há muitas habitações que, mesmo havendo energia na aldeia, não têm porque as baixadas [ligações da rede às casas] ficaram deterioradas”, explicou.

João Marques afirmou que o município está a começar a inventariar todos os prejuízos nos equipamentos municipais, património religioso, cultural e associativo, não conseguindo ainda estimar o valor.

“O urgente agora é intervir nas habitações e assegurar a eletricidade”, disse, esperando também que no futuro haja um restabelecimento das comunicações.