O mercado municipal de Porto de Mós pode passar pela redução da sua dimensão, articulando o espaço com a criação, no local, de uma Loja do Cidadão.
A antiguidade daquele equipamento, que já evidencia necessidades de melhoria, esteve em discussão no executivo municipal. A maioria PSD defende uma solução que passe por assegurar obras que não impliquem um elevado esforço financeiro da autarquia.
A estratégia para o local foi divulgada por Jorge Vala, presidente da Câmara de Porto de Mós, em resposta a questões sobre a necessidade de reforço das condições daquele equipamento. “Sou o primeiro a reconhecer que o estado do mercado municipal não é agradável”, admitiu o autarca.
“Neste momento é difícil avançar com obras sem contar com financiamento assegurado”, acrescentou, na reunião do executivo que decorreu no dia 5, no Arrimal.
Sem linhas de apoio comunitário para este tipo de intervenção – que poderia atingir um valor a rondar os 2,5 milhões de euros – Jorge Vala adiantou existir uma alternativa que poderá desbloquear o processo e assegurar apoio financeiro.
“Propusemos ao Governo a possibilidade de refuncionalizar o mercado, reduzindo a sua dimensão. Uma parte poderia ser ocupada por uma Loja do Cidadão e o mercado passaria a funcionar diariamente”, explicou. Com a perspetiva de instalar um equipamento com serviços públicos, aumentam as possibilidades de conseguir verbas para a concretização do projeto. “É isso que está, atualmente, em cima da mesa”, sublinhou.
Reconhecendo que as condições atuais estão distantes do que seria desejável, o presidente da Câmara de Porto de Mós recusou despender verbas municipais em reparações de circunstância. Para Jorge Vala, será preferível aguardar por uma solução estrutural, ao invés de efetuar obras circunstanciais.
“Vale a pena gastar 100 mil ou 150 mil euros para remediar, havendo a possibilidade de, daqui a um ano, estar a fazer outro tipo de obras e, eventualmente, deitar abaixo uma parte do mercado?”, questionou. A abertura do Governo a esta solução ditará o futuro daquele espaço.