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Pinheiros plantados após o incêndio de 2017 na Mata de Leiria resistem à tempestade Kristin

A maioria dos danos registados diz respeito a povoamentos florestais adultos que não foram afetados pelo incêndio.

FOTO: Arquivo

A esmagadora maioria da área intervencionada na recuperação da Mata Nacional de Leiria após o incêndio de outubro de 2017 não foi afetada pela depressão Kristin, divulgou o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A Mata Nacional de Leiria, que ocupa dois terços do concelho da Marinha Grande, tem 11.021 hectares e é gerida pelo ICNF.

Nos incêndios de outubro de 2017, 86% da sua área ardeu, de acordo com o sítio na Internet https://mnleiria.icnf.pt/. Já a tempestade Leslie, um ano depois, afetou 1.137 hectares desta mata.

Naquele site, criado para dar conhecimento público das intervenções de recuperação das áreas ardidas, de reabilitação dos espaços afetados pela tempestade Leslie e de salvaguarda dos povoamentos florestais remanescentes, lê-se que estão executados trabalhos de rearborização em 3.872 hectares, em regeneração natural 1.260 hectares e na defesa da floresta contra incêndios e controlo de invasoras 1.832 hectares, totalizando 6.964 hectares.

Na informação enviada à Lusa, o ICNF adiantou que a passagem da depressão Kristin “levou a que uma parte substancial dos cerca de 1.200 hectares de povoamentos florestais adultos” desta mata “tenham sido afetados em mais de 90%, com danos igualmente em infraestruturas de apoio à gestão”.

No dia 29 de janeiro, um dia após a depressão Kristin ter atingido gravemente o concelho da Marinha Grande, o ICNF fez saber que “parte substancial dos povoamentos florestais da Mata Nacional de Leiria foi parcial ou totalmente derrubada” na sequência daquela.

Ontem, o instituto referiu que “a quantificação exata dos povoamentos afetados apenas será possível após a conclusão dos trabalhos de campo” que estão sujeitos às limitações decorrentes das condições meteorológicas que se verificaram.

De acordo com o ICNF, equipas técnicas do instituto estão “no terreno a proceder à avaliação dos danos, identificação de riscos que ainda se mantenham e definição de medidas de estabilização e recuperação necessárias”.

“Mantêm-se ainda em execução por parte do ICNF as atividades prioritárias dirigidas à segurança de pessoas e bens, estabilização de solos e prevenção de riscos ambientais adicionais, em articulação com a autarquia, outras entidades e agentes de Proteção Civil”.

Neste aspeto, “foi já assegurado o desimpedimento das principais rodovias que atravessam” esta mata, também conhecida por Pinhal do Rei ou Pinhal de Leiria, mas algumas estradas florestais continuam com acesso condicionado.

O ICNF faz diariamente a monitorização das zonas afetadas dado o “potencial de risco existente, designadamente no que respeita à queda de ramos em zonas mais expostas ao vento”.

Já a recuperação da mata “será faseada e baseada nos resultados das avaliações em curso, respeitando os ciclos naturais e a resposta do ecossistema”.

A remoção de material lenhoso danificado é a “primeira fase imprescindível deste processo, paralelamente ao qual será mantido o plano de controlo de espécies exóticas invasoras lenhosas”, acrescentou, para salientar que “a recuperação dos ecossistemas naturais é um processo de médio a longo prazo, que decorrerá ao longo dos próximos anos”.


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