O mau tempo causou danos no valor de, pelo menos 118 milhões de euros, em equipamentos e infraestruturas sob a alçada municipal, excluindo os impactos no tecido privado.
O “levantamento preliminar” realizado pelos serviços municipais aponta para “danos superiores a 118 milhões de euros”, adianta a autarquia da Marinha Grande. A habitação social, com danos orçados em 30,45 milhões de euros, é o sector mais afetado, seguido dos estabelecimentos escolares, com prejuízos de 28 milhões de euros.
Edifícios municipais (20 milhões), instalações desportivas e drenagem pluvial e residual (10 milhões, cada), tecido associativo (8 milhões), parques urbanos (6 milhões) e 3 milhões de euros de prejuízos em equipamentos culturais e outro tanto de danos em passadiços e ciclovias são os mais significativos. A lista fica completa com 500 mil euros de danos em sinalização vertical e ainda 350 mil em pavimentos em calçada e 200 mil euros em semáforos.
Os valores foram revelados na última terça-feira e apontam ainda o facto de “vários danos mais graves permanecem ainda em avaliação técnica, nomeadamente os registados na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e no património da antiga FEIS”.
“A tempestade provocou danos extensivos em infraestruturas públicas e privadas”, refere a nota, “estimando-se que 90% das empresas tenham sido afetadas”.
Na sequência da tempestade, foram registados no balcão de apoio criado para avaliação de estragos cerca de dois mil pedidos. Entre as ações de apoio à população foi igualmente contabilizada a distribuição de 18.183 cabazes de bens essenciais, 7.680 senhas para levantamento de materiais de construção, bem como cerca de 150 almoços e 200 jantares diários para famílias afetadas.
Foram igualmente assegurados 300 almoços e 130 jantares para operacionais, voluntários e forças de apoio.