A primeira semana de março lança mais dois ciclos de cinema temáticos em salas da região, com assinatura do Cineclube de Pombal e do Cineclube Albardeira, em Ourém.
Esta terça-feira, dia 3 de março, arranca no Teatro Municipal de Ourém o primeiro ciclo do terceiro ano de programação da Albardeira, que se inspira no Dia Internacional da Mulher, comemorado este mês, para programar um conjunto de filmes sob o tema “Mas que as há, há!”.
No grande ecrã de Ourém passam histórias de “personagens cáusticas, complicadas, difíceis de entender”. “A mulher que não cabe no arquétipo e a criança ainda à procura do seu lugar no mundo, só por isso ostracizadas e postas em causa”, explica a organização.
A abrir mostra-se esta terça “Alma Viva” (2022), de Cristèle Alves Meira.
“Desde sempre que a pequena Salomé, filha de emigrantes portugueses em França, passa as férias de Verão na aldeia da sua família, em Trás-os-Montes. Ela e a avó, tida como bruxa pelos outros habitantes da aldeia, têm uma ligação muito próxima. Mas quando a velha senhora morre subitamente ao seu lado, a menina começa a sentir o espírito dela dentro de si”, lê-se na sinopse.
A sessão começa às 21 horas, com bilhetes a 3 euros, com direito a conversa no fim com chá, café e bolo.
No Teatro-Cine de Pombal, o ciclo de cinema de março intitula-se “Love is in the air!” e promete uma viagem por obras românticas que marcaram o cinema.
A abrir, na quarta-feira, dia 4 de março (21h30, entrada gratuita), é exibido o primeiro filme americano do alemão F.W. Murnau. “Aurora” (1927), uma história de amor e reconciliação, uma jóia do cinema mudo e um dos mais belos filmes da história do cinema.
Programação mensal em Ourém
Depois de “Alma viva”, o Cineclube Albardeira existe no dia 10 de março “Benedita”, de Paul Verhoeven, no dia 17 é a vez de “Verdades difíceis”, de Mike Leigh, e da curta “Tão Pequeninas, Tinham o Ar de Serem Já Crescidas”, de Tânia Dinis (com conversa com a realizadora no final).
Já no dia 24 é projetado “20.000 Espécies de Abelhas”, de Estibaliz Urresola Solaguren, na sequência de proposta que vai ao encontro de uma sugestão do público. No fional, há conversa com o presidente da AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género, António Vale.
A fechar o ciclo, há “Bugonia”, Yorgos Lanthimos, no dia 31 de março. Os bilhetes custam sempre 3 euros e há conversa no final (sempre com direito a chá, café e bolo).
Programação mensal em Pombal
Além de “Aurora”, que abre o ciclo, em março o Cineclube de Pombal e o Teatro-Cine mostram (sempre às 21h30, com entrada gratuita) “Felizes juntos”, de Wong Kar Wa (M16) no dia 11, “O fabuloso destino de Amélie” (M12), de Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, no dia 18, e “Folhas caídas” (M12), de Aki Kaurismäki, no dia 25.
Complementarmente, no dia 5 de março, há uma sessão especial no Teatro-Cine, com a exibição de “Justa”, de Teresa Villaverde. Com Betty Faria num dos principais papéis, é uma ficção que tem como génese a catástrofe dos incêndios de 2017, e que lembra como tantas experiências na vida não são partilháveis nem entendíveis por quem não passou por elas.
O filme é exibido a propósito da estreia da peça “Terra de fogo”, do Hotel Europa, no dia 7 de março, também no Teatro-Cine de Pombal.