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Quatro peças – e duas estreias – marcam reabertura do Teatro-Cine de Pombal

Festival de Teatro em destaque na programação de março da sala de Pombal, que reabre esta quarta-feira.

A companhia Hotel Europa estreia "Terra de fogo" em Pombal

O Teatro-Cine de Pombal vai retomar a programação regular a partir de quarta-feira, 4 de março, depois de várias semanas de encerramento devido ao estado de calamidade relacionado com o mau tempo.

A programação é retomada com cinema no dia 4 de março: “Aurora” (1927), clássico do cinema mudo de F.W. Murnau, é exibido no âmbito do ciclo “Love is in the air”, promovido este mês pelo Cineclube de Pombal às quartas-feiras.

É o teatro, contudo, que marca a programação de março, após um mês de interrupção do funcionamento da sala devido à situação de calamidade no concelho de Pombal.

O Festival de Teatro de Pombal, que habitualmente se reparte pela cidade e pelas freguesias, será reformulado na sequência dos efeitos do mau tempo pelo concelho. 

No Teatro-Cine vão ser apresentadas as peças que estavam previstas para a cidade, enquanto a agenda descentralizada pelas freguesias foi adiada para o segundo semestre deste ano.

A 7 de março, Pombal acolhe a nova criação da companhia Hotel Europa, “Terra de fogo”, desenvolvida em coprodução com o Teatro-Cine, o Auditorio de Tenerife (Espanha), o Convento São Francisco (Coimbra), Cineteatro Louletano e Teatro Municipal Baltazar Dias (Madeira).

Segundo a estrutura, o espetáculo procura analisar “o estado da floresta portuguesa, documentar a situação vivida pelas pessoas e florestas consumidas pelos fogos dos últimos anos, assim como noutros países do sul da Europa”, procurando entender a realidade de forma comparativa.

Para “Terra de fogo” foram entrevistados cidadãos de Pombal ligados à temática, nomeadamente bombeiros, proteção civil, voluntários que combateram os incêndios de Pedrógão Grande e organizações ambientais.

Em diálogo com “Terra de fogo”, antes, na quinta-feira, 5 de março, é exibido no Teatro-Cine, em sessão especial, o filme “Justa”, de Teresa Villaverde.

“Mulheres móveis”, da companhia Astro Fingido, é a segunda peça do mês no palco de Pombal. Assinalado o Dia Internacional da Mulher, a 8 de março, o espetáculo é uma viagem documental e ficcionada pelas histórias e memórias das carreteiras, mulheres que transportavam os móveis à cabeça no concelho de Paredes, no distrito do Porto.

A 14 de março, o Teatro-Cine de Pombal recebe “Coro dos amantes”, primeira peça de Tiago Rodrigues, concriada com Cláudia Gaiolas e Tónan Quito, que interpretam.

“É uma peça coral, uma narrativa lírica onde um jovem casal conta, a duas vozes, a situação de vida ou morte que está a experienciar quando um deles deixa de poder respirar”, lê-se na sinopse.

A fechar o mês, no Dia Mundial do Teatro, 27 de março, há nova estreia em Pombal: “Suplicantes”, da estrutura Cassandra, de Sara Barros Leitão, terá audiodescrição e tradução em Língua Gestual Portuguesa.

A partir de “As suplicantes”, de Ésquilo, reescreve-se a tragédia grega sugerindo uma reflexão “sobre o projeto Europeu, sobre fronteiras, sobre pactos de hospitalidade, acolhimento e integração”.

“‘Suplicantes’ é uma tragédia – porque só a tragédia conseguirá explicar o mundo em que vivemos atualmente – e é uma ficção – pois só o afastamento emocional das histórias individuais nos poderá ajudar a compreender a universalidade das questões”, realça a sinopse da nova peça.

A propósito da presença de Cassandra, no dia 28 de março há uma sessão das Heróides – clube do livro feminista, com encontro presencial no Jardim do Açude, em Pombal, sobre o livro “Viver com homens” de Manon Garcia.