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Cáritas de Leiria vai reconstruir hoje a primeira habitação afetada pela tempestade

A instituição já conseguiu angariar mais de 2 milhões de euros para apoiar as famílias afetadas pela depressão Kristin.

FOTO: Cáritas de Leiria

A Cáritas Diocesana de Leiria vai hoje arrancar com a reconstrução de uma das muitas habitações que foram afetadas pela tempestade Kristin, anunciou a instituição em comunicado.

Trata-se de uma família monoparental (mãe e dois filhos, um dos quais com problemas de saúde), que ficou desalojada na sequência da tempestade.

A intervenção será levada a cabo com o apoio de entidades privadas e “representa uma etapa decisiva na resposta da Cáritas às famílias sinistradas, após semanas de levantamento e avaliação de necessidades no terreno”, lê-se na mesma nota de imprensa.

Até ao dia 6 de março, a Cáritas Diocesana de Leiria já tinha angariado 2.051.777,96 euros para apoiar as famílias afetadas pela tempestade. O valor supera o montante angariado durante o período oficial da campanha, que foi autorizada pelo Ministério da Administração Interna e encerrou oficialmente a 28 de fevereiro, atingindo 1.837.784,54 euros.

Apesar do fim da campanha, continuam a chegar à Cáritas vários donativos de empresas e particulares.

Nelson Costa, diretor de serviços da Cáritas de Leiria, adianta que quem quiser pode continuar a fazer donativos para as vítimas da depressão, “através da conta geral da Cáritas Diocesana de Leiria”, com esta entidade a pedir que depois lhe seja remetido o comprovativo via mensagem eletrónica com indicação específica de que se trata para as vítimas da depressão Kristin.

O número de donativos recebidos foi superior a 40 mil, sendo o maior, de 85 mil euros, de uma multinacional.

O fundo de emergência foi criado pela Cáritas de Leiria no dia 30 de janeiro com o objetivo de, posteriormente, o dinheiro ser entregue às famílias. Durante o último mês, a instituição tem-se dedicado ao levantamento das necessidades da população e identificado agregados familiares para receber o apoio. “A seleção e priorização obedece a critérios de necessidade, urgência e vulnerabilidade, assegurando que o apoio chegue a quem mais precisa”, explica a Cáritas.

Segundo a instituição, encontram-se atualmente abertos 25 processos de apoio, “cada um correspondendo a uma família identificada pelas equipas de intervenção social”.

“Contudo, o número de situações já sinalizadas é consideravelmente superior — as equipas da Cáritas no terreno continuam a identificar casos de famílias afetadas que aguardam abertura de processo”, lê-se na nota de imprensa.