Dois anos depois de vários estudos para perceber qual o melhor destino a dar à antiga Casa Episcopal, em Leiria, foi revelado o projeto que irá ser implementado naquele espaço.
Num acordo estabelecido entre a Diocese de Leiria-Fátima e a Leiria International School (LIS), entidade à qual foram cedidos os direitos de intervenção e exploração do edifício, será ali criado um projeto educativo internacional, informou a diocese em comunicado.
As obras de requalificação da antiga Casa Episcopal já tiveram início e a intervenção será “integralmente da responsabilidade da LIS”.
“O projeto permitirá recuperar e valorizar um imóvel do património diocesano, colocando-o ao serviço da comunidade, em particular na área da educação, e contribuindo para a dinamização da cidade de Leiria”, revela a diocese.
“A requalificação deste edifício representa uma oportunidade para dar nova vida a um espaço com significado na história da Diocese, colocando-o ao serviço das pessoas e da comunidade”, afirma José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, citado em comunicado.
Recorde-se que a LIS detém um estabelecimento de ensino internacional na Marinha Grande, inaugurado em 2023, com oferta formativa do pré-escolar ao ensino secundário, no espaço onde funcionava o Colégio Luso-Internacional do Centro (CLIC). A Leiria International School é detida pelo Grupo Pragosa, multinacional portuguesa ligada à construção, ambiente e indústria, com sede na Batalha.
E, tal como aconteceu com o LIS na Marinha Grande, no âmbito do acordo celebrado, “a Diocese de Leiria-Fátima não tem qualquer papel na gestão pedagógica ou institucional do estabelecimento de ensino a instalar”.
A diocese não adianta contudo informações sobre o investimento que será realizado, detalhes do projeto ou data prevista de entrada em funcionamento do novo pólo educativo.
Esta é uma nova etapa na história do Seminário Diocesano de Leiria (SDL) que recebeu obras de requalificação, nos últimos anos, com o objetivo de acomodar a nova Casa Episcopal em dois pisos da ala central do imóvel.
Em 2024, tal como o REGIÃO DE LEIRIA divulgou, essas obras faziam parte do projeto de conversão pastoral da diocese, que “procurava criar melhores condições para o exercício da sua missão, permitindo ao bispo diocesano estar mais próximo dos seus colaboradores, acompanhar melhor a transformação pastoral em curso, fazer alguma economia de meios e redução de custos”, acrescentou.
Quanto ao futuro do atual edifício da Casa Episcopal, referiu então o reitor do SDL, “está em estudo”, solução que agora foi revelada.
A residência episcopal — que alberga o gabinete episcopal, a vigararia-geral e parte do serviço de arquivos — foi mandada edificar por Alberto Cosme do Amaral, em 1977, no lugar onde existia uma moradia de um professor, que a vendeu ao bispo. A inauguração teve lugar em 1978 e Alberto Cosme do Amaral viveu lá até à sua resignação, em 2003. No edifício atual residiu ainda o bispo Serafim de Sousa Ferreira e Silva, até à sua própria resignação, em 2006; e António Marto, que entrou na Diocese de Leiria-Fátima em 2006. Em 2022 chegou José Ornelas, que, tudo indica, será o último bispo ali a residir.