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Manuel António Sequeira

Professor aposentado

maasequeira@gmail.com

Exclusivo

Ajustes InDiretos: A guerra feia

Nenhuma guerra é isenta de malícia, mas há posturas que se devem limitar àquilo que a decência humana recomenda.

Depois dos atentados perpetrados por Israel sobre a população da faixa de Gaza, cabe agora aos habitantes do sul do Líbano sofrer as atrocidades emanadas por Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro daquele país.

Um relatório dos Humans Rights Watch, dá conta do lançamento, por parte de Israel, de projéteis incendiários ricos em fósforo branco, que provoca efeitos devastadores sobre a população, causando danos irreparáveis. Desta feita, a localidade Yohmer, situada no sul do Líbano, foi o alvo escolhido.

Nenhuma guerra é isenta de malícia, mas há posturas que se devem limitar àquilo que a decência humana recomenda. Há condutas que devem ser cumpridas sob pena de puderem vir a ser rotuladas de genocídio.

Em boa verdade se diga, Israel é useiro e vezeiro neste tipo de comportamentos. Em outubro de 2023, já a Amnistia Internacional denunciava o uso de fósforo branco no ataque à cidade de Dhayara.
Em outubro do ano seguinte, a UNIFIL, organismo da ONU, acusou também Israel de usar esse procedimento químico.

Gaza, não podia ter escapado a este flagelo, dado que entre 2008-2009, Israel ensaiou o lançamento de fósforo branco sobre a população indefesa.

O fósforo branco não estando classificado como uma arma química, produz autênticas cortinas de fumo capazes de provocar grandes incêndios, cujos gases invadem a cadeia respiratória. Não sendo proibida é uma arma extremamente desumana.

Israel abre agora espaço para uma guerra “feia” com a devida complacência do irmão americano.