As preocupações atuais em segurança infantil são as mesmas de há 34 anos, quando estava quase tudo por fazer?
Em traços globais, sim. Em termos específicos, há preocupações que são recentes. No geral, houve uma redução consistente do número de mortes por acidentes e do número de internamentos. Tem havido também um decréscimo de chamadas para o 112 na sequência de acidentes, e isso são boas notícias. Estou convicta de que o surgimento da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) foi um grande marco. Não terá sido fruto só do trabalho da APSI, naturalmente, mas conseguiu trazer o tema para a agenda, além de várias medidas que foram sendo tomadas. Em 30 anos, a mortalidade [infantil] diminuiu seis a sete vezes.
Sandra Nascimento: “Segurança não é fechar as crianças numa redoma e criar restrições”
Criar condições para que as crianças possam crescer e brincar de forma segura em vários contextos é uma causa que a APSI abraça há 34 anos. Numa entrevista alargada, Sandra Nascimento, diretora técnica, explica o que falta ainda fazer na prevenção de acidentes.