Seis estudantes, de todas as escolas com ensino superior na região, responderam a quatro questões para ajudar outros alunos a “enfrentar” o ensino superior.
- As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
- Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
- Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que as vivências da universidade te ensinaram?
- Se fosses diretor/a da escola, o que é que mudarias?

21 anos
Engenharia Informática, ESTG, Leiria /3.º ano
1. As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
A transição para o ensino superior trouxe várias dificuldades, sendo a principal o nível de rigor. No ensino superior somos nós que temos de gerir o nosso ritmo de estudo, o tempo e as responsabilidades. Isso torna o processo mais exigente e obriga-nos a desenvolver disciplina e organização.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
Para ultrapassar essas barreiras, tentei sobretudo organizar melhor o meu tempo, partilhar dúvidas e também foi importante criar relações com colegas. O apoio do CAE (Centro de Apoio ao Estudante) foi fundamental, especialmente em aspetos como gestão de tempo, métodos de estudo e até lidar com stress e ansiedade. Uma das aprendizagens foi, sem dúvida, que saber pedir ajuda é essencial.4
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que as vivências da universidade te ensinaram?
Atualmente, valorizo muito mais os métodos de estudo e hábitos de rotina, algo que não dava tanta importância anteriormente. Passei a valorizar a saúde mental, pois é fundamental para conseguir lidar com a exigência do ensino superior e manter um bom equilíbrio pessoal. Estas vivências ensinaram-me a ser mais responsável, mais independente e mais exigente comigo própria.
4. Se fosses diretora da escola, o que é que mudarias?
Se pudesse mudar algo, consideraria melhorar o estacionamento. No campus, especialmente nas zonas onde se encontram escolas como a ESTG, ESECS e ESSLei, existe uma grande dificuldade em encontrar estacionamento. Muitas vezes, isso obriga a deixar o carro longe ou até fora do campus, o que acaba por ser bastante incómodo no dia a dia.

22 anos
Educação Básica, ESECS, Leiria / 2.º ano
1. As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
No meu caso, sendo de outra cidade, a minha transição foi um misto de sentimentos, entre o entusiasmo de começar uma nova etapa e a dificuldade de deixar para trás aquilo que me era mais próximo. O mais difícil foi, sem dúvida, estar longe dos meus irmãos mais novos. Apesar de tentarmos manter uma rotina de videochamadas, os horários nem sempre eram compatíveis, o que acabou por ter algum impacto no meu estado emocional. Para além disso, também senti dificuldade na adaptação a uma nova rotina e a um nível de exigência mais elevado. A gestão do tempo, a responsabilidade acrescida e o facto de ter de tratar de tudo sozinha foram desafios importantes. No início, também houve algum sentimento de solidão e incerteza, típico de quem está a começar num ambiente completamente novo.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
Uma das principais formas de ultrapassar essas dificuldades foi o apoio que tive da minha prima, que já estava no último ano do curso. Saber que tinha alguém próximo, com mais experiência, ajudou-me a sentir mais segura e orientada, especialmente nos momentos em que me sentia mais perdida ou sobrecarregada. Para além disso, acabei por criar amizades que foram essenciais neste processo de adaptação. Essas pessoas tornaram-se uma rede de apoio muito importante no dia a dia, tanto a nível académico como pessoal. Com o tempo, fui aprendendo a lidar melhor com a distância da família e a ganhar mais autonomia, o que também contribuiu para o meu crescimento pessoal.
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que as vivências da universidade te ensinaram?
Atualmente, valorizo muito mais o tempo com a família, especialmente os pequenos momentos que antes considerava garantidos. Estar longe fez-me perceber a importância dessas relações e o impacto que têm no meu bem-estar. Também passei a valorizar mais a estabilidade, a organização e o equilíbrio entre a vida pessoal e académica. As vivências na universidade ensinaram-me a ser mais autónoma, responsável e resiliente. Aprendi a lidar com desafios, a sair da minha zona de conforto e a adaptar-me a diferentes situações. Para além disso, desenvolvi competências sociais e emocionais que considero fundamentais para o meu futuro, tanto a nível pessoal como profissional.
4. Se fosses a diretora da escola, o que é que mudarias?
Se pudesse mudar algo, começaria pela questão das presenças obrigatórias. Acredito que a responsabilidade de assistir às aulas deve ser dos próprios alunos, pois cabe a cada um decidir se quer realmente aprender e investir na sua formação. Tornar a presença obrigatória pode, em alguns casos, tirar autonomia e não reflete necessariamente o interesse ou o empenho do estudante. Também considero que o sistema de avaliação deveria ser revisto, pois há aspetos que nem sempre fazem sentido ou não refletem verdadeiramente o esforço do aluno ao longo do semestre. Além disso, mudaria os prazos de entrega das avaliações finais, ajustando-os melhor ao calendário de exames, para permitir uma gestão de tempo mais equilibrada e menos stressante.

21 anos
Dietética e Nutrição, ESSLei, Leiria/ 3.º ano
1.As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
A transição para o ensino superior é, por si só, um marco grande para mim, mas no meu caso o desafio foi duplicado. Como aluno internacional em Leiria, a mudança não foi apenas de ciclo de ensino, mas de país, cultura e também sistema pedagógico. Adaptar-me à estrutura académica de ensino em Portugal, que difere significativamente da que conhecia, exigiu um esforço inicial muito grande. Senti que, em certos aspetos, a base que trazia do ensino secundário no Brasil estava um pouco desfasada em relação ao nível de exigência e aos conteúdos abordados pelos meus colegas que fizeram o percurso cá. Essa sensação inicial gerou alguma insegurança, pois percebi que precisaria de um grande esforço para nivelar os meus conhecimentos e acompanhar o ritmo e as metodologias locais.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
Para superar estas barreiras, percebi rapidamente que os métodos de estudo que utilizava no ensino secundário já não eram eficazes. A faculdade exige uma autonomia e uma profundidade de estudo que o secundário raramente exige. Comecei, então, a explorar novas estratégias de aprendizagem, focando-me mais na gestão de tempo e na pesquisa independente, procurando complementar o que era visto nas aulas. O apoio de colegas, da comunidade académica e a utilização dos recursos da biblioteca e tutorias foram fundamentais. A faculdade colocou obstáculos que, à primeira vista, pareciam intransponíveis, mas à medida que fui descobrindo a minha própria forma de aprender e de me organizar, essas barreiras transformaram-se em degraus de evolução. O ensino superior ensinou-me tudo isso. Foi um processo de constante tentativa e erro, que me tornou um estudante muito mais completo.
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que as vivências da universidade te ensinaram?
Desde que ingressei no ensino superior e passei a viver sozinho, sinto que houve um amadurecimento que cresce cada vez mais com o tempo. Mais do que uma questão de não valorizar certos aspetos antes, sinto que aprimorei competências que já estavam lá. A experiência de viver em Leiria e o ambiente académico ensinaram-me o valor das redes de apoio e do companheirismo. São vivências que levarei para toda a vida e que me moldam como pessoa. A nível individual, a universidade ensinou-me a resiliência. A vida de estudante, especialmente longe da família, exige uma força mental constante para lidar com a pressão. Hoje, valorizo muito esta oportunidade, a minha independência e capacidade de resolver problemas sozinho, competências fundamentais que me preparam para qualquer desafio futuro em uma via profissional e para vida
4. Se fosses diretor da escola, o que é que mudarias?
Se tivesse o poder de decisão, o meu foco principal seria aprimorar um ambiente integralmente favorável ao estudante, onde as preocupações como propinas não fossem um impedimento ao sucesso académico. Acredito que uma educação verdadeiramente acessível e democrática passaria obrigatoriamente por uma redução significativa ou, idealmente, pela eliminação total das propinas. Muitas vezes, o potencial destes alunos é travado pela barreira económica, o que gera uma desigualdade logo à partida. Mudar este sistema permitiria que os estudantes se focassem exclusivamente na sua formação, garantindo que o ensino superior fosse um direito para todos.

25 anos
Recém-licenciada em Recursos Humanos pelo ISDOM, na Marinha Grande
1. As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
Acho que a maior dificuldade foi mesmo a mudança no método de ensino. No secundário temos sempre um acompanhamento mais próximo, e de repente no ensino superior temos de ser muito mais autónomos. Eu comecei por tirar um CTSP (Curso Técnico Superior Profissional) em Intervenção Social e Comunitária no IPL, mais tarde segui para a licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, no ISDOM, na Marinha Grande, e consegui fazer ambos nos tempos previstos. O maior desafio foi aprender a gerir o meu tempo e a organizar o estudo sozinha, pois quando tirei a licenciatura trabalhava ao mesmo tempo que estudava. Também senti que os conteúdos exigiam mais de nós, mais pensamento crítico e mais capacidade de análise, o que no início não é fácil.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
A nível de integração nunca tive grandes dificuldades, porque sempre tive um bom grupo de amigos, o que ajudou muito. Em relação ao estudo, fui criando as minhas próprias estratégias. Tentar organizar bem o tempo foi essencial — fazer planos de estudo, dividir tarefas e não deixar tudo para a última. Outra coisa importante foi não ter receio de pedir ajuda aos professores, principalmente nas disciplinas mais difíceis. Com o tempo, fui também aprendendo a conjugar a minha vida “…a nível: estudo, trabalho e pessoal”. Acho que tudo isto foi fundamental para me tornar mais organizada e independente.
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que a universidade te ensinou?
Hoje valorizo muito mais a autonomia e a responsabilidade. Antes não tinha tanta noção da importância disso, mas agora vejo que faz toda a diferença. Aprendi a gerir o meu tempo, a tomar decisões e a lidar com as consequências dessas decisões. Também passei a valorizar mais o pensamento crítico e a resiliência. Durante a minha vida académica, aprendi a não desistir à primeira dificuldade, a procurar soluções e a acreditar mais em mim. Acho mesmo que não desistir dos nossos objetivos já é meio caminho andado.
4. Se fosses diretora da escola, o que mudarias?
Acho que o ISDOM tem uma vantagem, pois aposta mais em atividades práticas e em contexto real de trabalho em complemento com a teoria. Sinto que aprendemos muito mais quando temos oportunidade de aplicar o que estamos a estudar. Tentaria promover ainda mais o pensamento crítico e a autonomia dos alunos, porque isso prepara-nos melhor para o mundo real. E promovia ainda mais o debate entre professores, alunos e convidados em aulas abertas. Acho importante que os alunos se sintam à vontade para fazer perguntas e dar a sua opinião sem receio.

20 anos
Design Industrial, ESAD, Caldas da Rainha/3.ºano
1. As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
A transição para o ensino superior foi uma das fases mais exigentes para mim. Acho que o mais difícil foi, sem dúvida, adaptar-me à mudança de rotina e à responsabilidade que vem com ela. No secundário tinha tudo muito mais estruturado, enquanto nas Caldas da Rainha senti que passei a ter muito mais autonomia — o que é bom, mas também exige mais disciplina. Sendo estudante deslocado, outra grande dificuldade foi estar longe de casa. Viver a cerca de 2 horas fez com que tivesse de aprender a gerir não só os estudos, mas também tudo o resto: alimentação, organização do tempo e até a parte mais emocional de estar afastado da família e dos amigos. Ao mesmo tempo, houve também uma fase de adaptação ao próprio curso — novas exigências, trabalhos mais práticos e um ritmo diferente. No início foi um choque, mas com o tempo fui encontrando o meu método e hoje sinto que essa adaptação acabou por me fazer crescer bastante, tanto a nível académico como pessoal.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
Para ultrapassar essas dificuldades, acho que o mais importante foi ir criando uma rotina e perceber o que funcionava melhor para mim. No início foi tudo um bocado desorganizado, mas com o tempo comecei a planear melhor os trabalhos e a gerir o meu tempo de forma mais consciente, o que fez muita diferença. Também foi essencial apoiar-me nas pessoas à minha volta. Fazer amizades na faculdade ajudou-me bastante, tanto a nível académico, – por exemplo partilhar dúvidas, trabalhar em grupo etc… -, como a nível pessoal, porque acaba por substituir um pouco a proximidade que tinha com os meus amigos de casa. Outra coisa importante foi manter algum contacto regular com a minha família, mesmo estando a cerca de 2 horas. Pequenas coisas normais como chamadas ou visitas quando possível ajudaram-me a lidar melhor com essa distância.
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que a universidade te ensinou?
Hoje em dia valorizo muito mais coisas que antes dava um bocado como garantidas. Por exemplo, o tempo, tanto para trabalhar como para descansar, passou a ter muito mais importância, porque percebi que gerir bem o tempo faz mesmo a diferença no resultado final. Também passei a valorizar mais a minha independência. Estar deslocado e estudar na ESAD obrigou-me a crescer mais rápido, a tomar decisões sozinho e a ser mais responsável no dia a dia, coisas que antes não pensava tanto. Outra coisa que hoje valorizo muito mais são as relações, tanto com colegas como com professores. Percebi que o ambiente à nossa volta influencia bastante a motivação e o próprio desenvolvimento, e que aprender não acontece só dentro da sala de aula. No fundo, a universidade ensinou-me a ser mais autónomo, a lidar melhor com desafios e a adaptar-me a diferentes situações. Mais do que o conhecimento académico, acho que foi isso que mais me fez evoluir enquanto pessoa.
4. Se fosses diretor da escola, o que mudarias?
Se pudesse mandar na escola, acho que começava por tornar o ensino um pouco mais flexível e adaptado à realidade dos alunos. Sinto que, por vezes, há uma grande carga de trabalhos concentrada em certos momentos, o que acaba por ser difícil de gerir, especialmente para quem, como eu, está deslocado a estudar na ESAD. Também tentava aproximar ainda mais o curso do mundo real e do mercado de trabalho, com mais projetos em parceria com empresas ou experiências práticas. Acho que isso ajudava a preparar melhor os alunos para o que vem a seguir. Outra coisa que mudaria seria o apoio ao estudante deslocado. Estar longe de casa pode ser exigente, por isso fazia sentido haver mais iniciativas ou estruturas que ajudassem nessa adaptação.

25 anos
Marketing Turístico, ESTM, Peniche/
3.ºano
1. As transições entre os diferentes ciclos de ensino são sempre desafiantes e a mudança para o ensino superior é das maiores no percurso académico. O que é que foi mais difícil na adaptação?
Estando a estudar na cidade onde cresci, a adaptação ao novo contexto tornou-se, de certa forma, mais fácil, porque já conhecia o meio envolvente e isso deu-me alguma segurança inicial. No entanto, a maior dificuldade surgiu ao nível da exigência do ensino superior. O ritmo é mais intenso, a carga de trabalho é maior e existe também uma necessidade acrescida de autonomia e responsabilidade, tanto na gestão do tempo como na forma como encaramos o estudo. Felizmente, sinto que ao longo do ensino secundário tive professores excelentes, que nos prepararam não só a nível académico, mas também para os desafios da vida. Ainda assim, reconheço que nem todos os estudantes têm essa mesma preparação de base, e isso pode dificultar bastante a transição para esta nova etapa. Muitas vezes, não é apenas uma mudança de escola ou de nível de ensino, mas uma mudança completa na forma de pensar, aprender e lidar com as expectativas.
2. Que formas encontraste para ultrapassar essas dificuldades/barreiras?
Uma das estratégias mais importantes para ultrapassar essas dificuldades foi, sem dúvida, a cooperação entre colegas de turma. Ter um grupo com quem partilhar dúvidas, trocar ideias e estudar em conjunto fez toda a diferença. Cada pessoa tem o seu método de estudo, mas quando entramos na universidade é comum sentirmos que aquilo que resultava antes já não é suficiente. Foi precisamente nesse processo de partilha e entreajuda que fui descobrindo novas formas de estudar e de me adaptar às exigências do ensino superior. Além disso, houve uma mudança importante na minha forma de aprender: percebi que, mais do que decorar conteúdos, o essencial é compreendê-los verdadeiramente. A partir do momento em que comecei a focar-me mais na compreensão e menos na memorização, tornou-se mais fácil acompanhar as matérias, organizar o estudo e enfrentar os desafios com mais confiança. Também aprendi que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas sim uma forma inteligente de crescer e evoluir.
3. Que aspetos valorizas agora e não valorizavas antes? O que é que a universidade te ensinou?
A universidade ensinou-me, acima de tudo, a valorizar o tempo. Hoje dou muito mais importância a cada minuto do meu dia, porque ser trabalhadora-estudante obrigou-me a perceber o verdadeiro peso da gestão do tempo e da responsabilidade. Houve momentos de cansaço, de frustração e até de desespero, em que senti que estava a perder parte da experiência académica por não conseguir viver tudo da mesma forma que outros colegas. No entanto, essas vivências também me ensinaram muito sobre mim mesma e sobre a importância de estabelecer prioridades. Para além disso, passei a valorizar muito mais as pessoas à minha volta. Os amigos, a família e todas as pessoas que estiveram presentes ao longo deste percurso tiveram um papel essencial. Estes três anos mostraram-me que devemos manter por perto quem nos apoia, quem nos incentiva e quem contribui para o nosso crescimento pessoal e académico. Mais do que notas ou resultados, a universidade ensinou-me a importância das relações humanas, do equilíbrio e da capacidade de continuar, mesmo quando tudo parece difícil.
4. Se fosses diretora da escola, o que mudarias?
Se pudesse mudar algo, reformulava algumas cadeiras de certos cursos para que estivessem mais alinhadas com a realidade do mercado de trabalho. Em muitos momentos senti falta de uma abordagem mais prática, que permitisse aos estudantes perceber melhor como aplicar, no contexto real, os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Considero que seria importante apostar mais em atividades práticas, estudos de caso, simulações e experiências que aproximassem os alunos daquilo que vão encontrar no futuro profissional. Essa ligação entre teoria e prática ajudaria não só na aprendizagem, mas também na motivação e na preparação dos estudantes para os desafios reais da sua área. Vivemos numa sociedade em constante mudança e evolução, e acredito que o ensino superior também deve acompanhar essa transformação de forma mais dinâmica e eficaz. Preparar os alunos para a vida profissional não deve passar apenas pela transmissão de conteúdos, mas também pelo desenvolvimento de competências práticas, críticas e adaptáveis.