Dois meses depois de ter fechado as portas devido aos estragos causados pelas tempestades, o Mercado Municipal da Nazaré está pronto a receber os vendedores e o público.
A reabertura do equipamento, construído na década de 1950, aconteceu na quinta-feira passada, contemplando a ativação de um programa cultural, intitulado “Vamos à Praça”, com ações de showcooking, música e animação. Estas ações repetem-se todas as sextas-feiras até ao mês de junho.
A animação cultural passará também a ser uma presença regular no equipamento, com atuações de alunos da Academia de Música, da Tuna da Universidade Sénior e de Orquestras locais, bem como emissões em direto da rádio local.
Estão igualmente previstas ações de promoção de rua, iniciativas de enoturismo com degustações de vinhos e atividades de sensibilização ambiental, além da criação de uma banca de bookcrossing (ato de libertar livros “ao acaso”, para que um estranho os encontre), sessões de poesia e workshops criativos em articulação com a Biblioteca Municipal e o Centro Cultural.
Na nova dinâmica do espaço estão ainda previstas exposições de artistas locais e da mostra dos “Rostos da Praça”, dedicada às pessoas que dão vida ao mercado.
A requalificação do Mercado Municipal incluiu a substituição integral da cobertura, que continha amianto, substituição de caleiras, pinturas e intervenções nas fachadas, além de recuperação de partes do pavimento e das bancadas, num investimento superior a 300 mil euros.
Segundo a Câmara da Nazaré, as instalações sanitárias da “Praça”, como é classificada pelos nazarenos, encontram-se ainda em fase de renovação, prevendo-se a conclusão durante a próxima semana, estando previstas intervenções adicionais, que serão executadas de forma faseada, fora do horário de funcionamento do Mercado.
Durante a realização das obras, o Mercado Municipal da Nazaré funcionou provisoriamente nas instalações do Centro Cultural da vila, para onde foram deslocalizados cerca de quatro dezenas de vendedores.
A reabertura do espaço permitirá agora “uma nova dinâmica, assumindo-se como um ponto de encontro vivo entre tradição, comunidade e inovação”, numa iniciativa da Câmara em parceria com diversas entidades locais.