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Miscellanea 2026 celebra a lusofonia e expande fronteiras culturais

Júlio Isidro, Teolinda Gersão e Luís Cardoso são alguns dos destaques da edição de 2026 do festival literário em Pedrógão Grande

Biblioteca Municipal, Casa Municipal da Cultura e jardim da Devesa são alguns dos espaços onde vai decorrer o festival FOTO: CMPG

Pedrógão Grande prepara-se para acolher, entre os dias 28 e 31 de maio, a quarta edição do Miscellanea – Festival Literário, um evento que pretende consolidar a vila como um book destination de referência internacional.

Sob o lema “É com palavras que construímos o mundo”, o festival foi apresentado esta segunda-feira como a melhor e mais internacional edição de sempre, reforçando o compromisso estratégico do concelho com a cultura, a criatividade e o turismo como motores de desenvolvimento económico e social.

O certame, que vai buscar o seu nome à obra de 1629 de Miguel Leitão de Andrade, célebre escritor natural da vila, mantém a tradição de projetar o território para o mundo, evocando este ano figuras maiores da literatura como António Lobo Antunes e celebrando a diversidade da lusofonia.

O programa deste ano destaca-se pela sua multidisciplinaridade, promovendo o diálogo entre a literatura e outras expressões artísticas como a música, o cinema, o teatro e, pela primeira vez, o humor.

Entre os nomes confirmados, destaque para o icónico comunicador Júlio Isidro, que será homenageado pelos seus 66 anos de carreira, e a consagrada autora portuguesa Teolinda Gersão, que apresentará a sua premiada obra “Autobiografia não escrita de Martha Freud”.

A dimensão internacional é reforçada pela presença do escritor timorense Luís Cardoso, vencedor do Prémio Oceanos, e da escritora são-tomense Olinda Beja, expoente máximo da poesia do seu país. O cartaz inclui ainda a jovem escritora Susana Amaro Velho, vencedora do Prémio NiT para Melhor Livro do Ano em 2024.

Um dos eixos centrais do Miscellanea 2026 será a evocação da vida e obra de António Lobo Antunes, através de uma conferência que contará com a participação do prestigiado especialista colombiano Felipe Cammaert.

A dimensão histórica e académica do festival completa-se com o ciclo de conferências “Pedrógão Grande para o Mundo”, que abordará também a figura de Gabriel de Magalhães e a história dos Jesuítas na China, com a investigadora Isabel Murta Pina.

Nas cerimónias oficiais, haverá ainda lugar para homenagear Mário Zambujal e assinalar os centenários de Camilo Pessanha e Luís de Sttau Monteiro, autores que deixaram marcas inapagáveis na literatura nacional.

A ligação à comunidade e às novas gerações é outra das prioridades desta edição, que antecipou a sua realização para o mês de maio de forma a envolver diretamente o público escolar. As atividades estender-se-ão desde o Centro Escolar de Pedrógão Grande até à Escola EB23 Miguel Leitão de Andrade, levando autores como Lúcia Morgado e Olinda Beja ao contacto direto com os alunos de todos os níveis de ensino.

O espaço público será também um palco privilegiado, com eventos a decorrer na Biblioteca Municipal, na Casa Municipal da Cultura e no jardim da Devesa, transformando os largos e ruas da vila em espaços de encontro com as várias expressões.

No campo das artes performativas, o festival apresenta momentos de pioneirismo, como a atuação das Batucadeiras Finka Pé, o primeiro grupo de batuco de Cabo Verde em Portugal, e a presença do humorista Jel, que celebra 30 anos de carreira.

A música passará ainda pelo Cante Alentejano com o Grupo Coral de Ourique, pelo Fado de Coimbra com os Pardalitos do Mondego e pelos sons locais dos Académicos do Cavaquinho.

No cinema, o realizador Francisco Manso discutirá a relação entre a sétima arte e as letras, seguindo-se a exibição do filme “O Testamento do Senhor Napumoceno”. 


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