Três meses depois da tempestade Kristin, a EN 243 continua interrompida desde o colapso. O caso chegou, entretanto, à agenda dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Leiria. A semana passada, Eurico Brilhante Dias e Catarina Louro, manifestam preocupação com a demora na reparação da estrada que liga Porto de Mós a Alcaria, Alvados e Mira de Aire e questionaram o Governo sobre prazos e soluções.
Quase uma semana depois da questão dos socialistas, esta quarta-feira, dia 29, o município de Porto de Mós revelou ter recebido, finalmente, a indicação por parte da vice-presidência das Infraestruturas de Portugal, a informação de que “o projeto final da obra já está adjudicado e em fase de execução, prevendo-se a sua conclusão durante o mês de maio”.
A obra, no terreno, deverá ocorrer apenas a partir do verão. A “adjudicação e execução da obra tem a previsão de início durante o mês de junho/início de julho”, refere nota municipal divulgada esta quarta-feira.
Esta indicação surge dias depois de o assunto ter sido levantado pelos parlamentares socialistas. A via é considerada fundamental para ligar o concelho e teme-se que a interrupção comece a ter efeitos negativos na economia local. Na questão enviada ao governo, os deputados frisaram que “Enquanto eixo estruturante de mobilidade regional e nacional, o seu encerramento teve consequências muito relevantes para as populações locais, deixando as freguesias de Alcaria, Alvados e Mira de Aire praticamente isoladas da sede de concelho, com impactos diretos no acesso a serviços de saúde, educação, comércio e resposta de emergência”.
A situação é “particularmente grave no quadro dos danos verificados a nível nacional”, argumentam os parlamentares nas questões que, no dia 23, dirigiram ao ministro das Infraestruturas e Habitação. Entre os pontos levantados estão a avaliação técnica dos danos e o plano de intervenção da Infraestruturas de Portugal (IP), incluindo o calendário para a reposição integral da via.
Para além da resolução imediata do problema, os deputados socialistas querem saber que soluções estão previstas para garantir a estabilidade e resiliência da EN 243 face a fenómenos meteorológicos extremos e que medidas estão a ser equacionadas para assegurar alternativas de circulação seguras e eficazes enquanto a estrada se mantém encerrada. Questionam ainda se o Governo considera necessário reforçar o investimento na requalificação e adaptação da rede rodoviária nacional às alterações climáticas, sobretudo nos territórios mais vulneráveis.
Para os deputados do PS, o atraso no restabelecimento da circulação da EN 243 “levanta sérias preocupações” no que toca à capacidade de resposta, planeamento e resiliência da rede rodoviária nacional no interior”.
BC com CSA