É em direção à Alemanha que 15 estudantes da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (ESFRL), em Leiria, vão rumar a 26 de maio, no âmbito do programa de intercâmbio “Nós.Aqui.Fora”.
Esta é a segunda fase do projeto, depois da iniciativa ter recebido outros 15 alunos alemães em Leiria, para uma semana dedicada à floresta, sustentabilidade, projetos ecológicos e atividades ao ar livre.
Os alunos da escola Stift Keppel, em Hilchenbach, juntamente com os estudantes que agora se vão aventurar em solo alemão, visitaram, entre 13 e 19 de abril, vários pontos turísticos da região.
Olga Morouço, diretora da ESFRL, reforça que o intercâmbio “envolve sempre a visita mútua”, dando a “conhecer [aos alunos] a realidade de diferentes países”. “É uma semana em que se pretende que eles abram um bocadinho o seu horizonte de experiências de contacto com outro país”, diz.
Este projeto de Erasmus+ pretende centrar-se “na importância da consciência ambiental, da sustentabilidade, da ecologia, da reflorestação e da intervenção cívica”, refere a professora Lisete Pereira, que acompanhou a visita dos 30 alunos.
“Como tivemos a tempestade Kristin, achámos por bem também mostrar aos nossos convidados quais são os nossos problemas ambientais no momento”, acrescenta a professora.
A 15 de abril, Luís Lopes, vereador da Câmara de Leiria, participou no projeto numa “sessão bastante esclarecedora para os alunos perceberem o que é que foi a Kristin em Leiria”, destaca Lisete Pereira.
Nas intervenções organizadas, com o apoio da autarquia, os alunos visitaram o centro de artes Villa Portela, onde plantaram simbolicamente uma árvore Douglasie, que foi criada e trazida até Leiria pelos participantes alemães.
“Tivemos a oportunidade [de receber a Douglasie], uma vez que a escola de lá [Alemanha] tem um foco muito grande também pelos aspetos da natureza. A escola está inserida numa zona florestal e eles tiveram muitos problemas por causa de pragas e das alterações climáticas que provocam doenças nas árvores”, explica.
No Centro de Interpretação Ambiental, em Leiria, os estudantes participaram numa sessão baseada “nos problemas que nos assolam aqui em Leiria” além da tempestade Kristin, nomeadamente os fogos florestais. “Eles sabiam da Kristin porque o professor deles também lhes tinha falado. Também foi noticiado na Alemanha. Nem todos sabiam, mas houve algumas pessoas atentas aos jornais ou aos noticiários”, refere a professora.
Já no dia 16 de abril, a iniciativa contou com a participação da proteção civil nas atividades desenvolvidas, através de uma plantação simbólica na lagoa da Ervedeira com as sementes do Pinhal de Leiria
Para além da programação planeada, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a fundo a cidade de Leiria. “Tiveram de comer alguns dias na cidade, o que também acabou por ser interessante, porque permitiu-lhes também ter mais contacto com a cidade para além das visitas que já tinham agendado”, afirma a diretora.
Sobre a iniciativa, Olga Morouço destaca que, para além da realidade de outros países, os alunos ficam a conhecer diferentes realidades escolares. Da mesma maneira que alunos alemães regressaram a casa “maravilhados”, os alunos portugueses terão a mesma oportunidade de conhecerem uma nova realidade e ganharem novas aprendizagens, numa “vertente do ensino profissional e técnico muito mais desenvolvido do que aqui em Portugal”.