Luís Represas morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de doença prolongada.
O músico, que lutava contra um cancro do pulmão, deixa um percurso de quase cinco décadas na música nacional, primeiro como vocalista dos Trovante e, desde 1993, numa carreira a solo marcada por temas como “Feiticeira” e “Fora de Tempo”.
A notícia da morte surge poucos meses depois do regresso dos Trovante aos palcos e numa altura em que o cantor preparava concertos comemorativos dos seus 50 anos de carreira, previstos para 2027, nos coliseus de Lisboa e Porto.
Em abril passado, o músico esteve em Leiria, quando subiu ao palco do Teatro José Lúcio da Silva num dos concertos que realizou para assinalar os 50 anos de carreira.
Leiria recebeu Luís Represas em diversas ocasiões ao longo da sua carreira.



Em 1999, o músico foi o convidado principal da gala do 64.º aniversário do jornal REGIÃO DE LEIRIA, também no Teatro José Lúcio da Silva. A 4 de novembro de 1999, perante uma sala esgotada, apresentou o então recente álbum “A Hora do Lobo”, sem deixar de revisitar temas marcantes dos Trovante e o inevitável “hino” a Timor, um dos momentos mais aplaudidos da noite.
Luís Represas deixa um legado incontornável na música portuguesa e uma marca também no distrito de Leiria, onde regressou em diferentes fases da sua carreira para se apresentar perante o público da região.
Fundador dos Trovante, em 1976, Luís Represas deu voz a alguns dos maiores êxitos da música portuguesa, como “Saudade”, “125 Azul” e “Perdidamente”.
Ao longo da carreira colaborou com artistas portugueses e internacionais, entre os quais Carlos do Carmo, José Afonso, Gilberto Gil, Jorge Palma, Pablo Milanés e Phil Collins.
Em 2005 foi distinguido pelo Estado português com a Ordem do Mérito, no grau de Comendador.