Há várias atividades previstas na região para ajudar a perceber e observar o eclipse total do Sol que vai acontecer na quarta-feira, dia 12 de agosto.
É a primeira vez que o fenómeno é visível em Portugal desde 1912, embora só numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança, seja totalmente perceptível.
O eclipse terá 26 segundos de duração e, no restante território nacional, será visto apenas parcialmente, variando a percentagem de ocultação do Sol entre 92% e 99% no continente e entre 74% e 77% nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
O anterior eclipse total do Sol em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo será só em 2144.
Nazaré abre Planetário
A Biblioteca Municipal José Soares, da Nazaré, abre o planetário para explorar e interpretar este que é um dos fenómenos astronómicos.
Este sábado, dia 8 de agosto, há sessões para várias idades: “O Sol brinca às escondidas: O que é um eclipse?” (10h30 e 11h30, 3-8 anos), “Chasing the shadow. The 2026 Total Solar Eclipse” (14h30), em inglês, para famílias com crianças maiores de 9 anos, e “A Lua vai tapar o Sol: o eclipse total de 2026” (15h30 e 16h30), para famílias com crianças maiores de 9 anos.
Inscrições e informações: 262 562 388 e biblioteca.municipal@cm-nazare.pt.
O eclipse a partir do Castelo de Leiria
Em Leiria, o Castelo preparou uma programação especial intitulada Dia do Eclipse. Uma das propostas, a oficina de Time Lapse e Stop Motion e construção de um taumatrópio – um brinquedo ótico que explora a ilusão de movimento – tem já as inscrições esgotadas.
Mas é ainda possível participar na observação indireta do eclipse, através de caixas de projeção preparadas para acompanhar o fenómeno em segurança. A iniciativa não contempla acompanhamento por astrónomos nem serão disponibilizados telescópios ou óculos de observação solar, informa a organização.
As portas do monumento abrem às 19h15 e há preparação para a observação até às 19h30. A observação indireta decorre até às 20h30. A participação está incluída no preço de entrada no Castelo: 2,10 euros ou entrada livre para quem comprove que habita no concelho.
Castanheira de Pera: yoga, beberete e especialistas
Em Castanheira de Pera, a concentração dos participantes está agendada para as 17h15 do dia 12, junto ao edifício da Câmara Municipal. Daí parte um autocarro até ao local escolhido a para a observação, na serra.
Cerca das 18 horas acontec euma sessão de yoga (quem quiser participar terá de levar o próprio tapete) e a observação está prevista para as 19h30, com direito a um beberete oferecido pelo município.
A observação conta enquandramento feito por Tiago Mendonça Fernandes, especialista em Vigilância e Segurança Espacial e astrofotógrafo e Pedro Coimbra, da Agência Espacial Portuguesa.
O regresso à vila acontece cerca das 20 horas.
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias através do formulário https://forms.gle/odHNJvZHEx2kNxir7
Caminhar em Salir do Porto
Mais a sul do distrito, em Salir do Porto a Hike Land programou uma caminhada pelas arribas para observação do eclipse a partir daí. Será “uma experiência multissensorial e emocional que não deixará ninguém indiferente”, promete o promotor.
A participação custa 15 euros e a inscrição pode ser feita neste link.
Cuidados a ter
A observação direta do Sol durante o eclipse sem óculos certificados acarreta riscos para a saúde, como o perigo de retinopatia solar, o que significa uma queimadura da retina.
A presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos, Joana Ferreira, considera fundamental a sensibilização da população para os riscos.
Esta retinopatia provoca “queixas de diminuição da visão central, de uma área do campo central, como uma mancha escura”, bem como visão distorcida ou alteração na visão cromática das cores, explicou à agência Lusa.
A presidente do Colégio de Oftalmologia reforçou que nunca se deve olhar diretamente para o sol sem óculos certificados. Óculos de sol comuns, radiografias, CDs ou outros materiais improvisados não substituem essa proteção.
Alertou ainda que a observação através de binóculos ou telescópios exige filtros solares próprios e certificados, uma vez que estes equipamentos podem concentrar a luz solar e aumentar o risco de lesão ocular.
Relativamente às crianças, Joana Ferreira disse que deve haver vigilância redobrada por parte dos adultos, devido à curiosidade natural e à menor perceção dos riscos.
“É necessário estarem muito sob vigilância de um adulto para que não tenham aquela curiosidade de, deixa-me só espreitar, para ver como é que é sem os óculos”, acrescentou.
A mensagem principal, segundo Joana Ferreira, é a prevenção: os danos provocados por uma retinopatia solar podem ser irreversíveis, pelo que a observação do eclipse deve ser feita apenas com proteção adequada.
Mais informações disponíveis em https://eclipse2026.pt/
A GNR de Leiria também partilhou um conjunto de recomendações relacionadas com o eclipse total do Sol:
