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FAAL’26 leva três dias de artes a Aljubarrota

A histórica localidade do concelho de Alcobaça acolhe até domingo o Festival de Artes de Aljubarrota.

As atividades do FAAL são gratuitas, com o objetivo de democratizar o acesso à cultura

A terceira edição do FAAL – Festival de Artes de Aljubarrota arranca hoje, 11 de setembro, e prolonga-se até domingo, dia 13, com várias atividades no largo do Pelourinho, na rua Direita e outros espaços do centro histórico de Aljubarrota, no concelho de Alcobaça.

É uma iniciativa da associação Ala D’Artistas, que preparou um programa com espetáculos, cinema, música, oficinas, o Mercadinho de Artes, gastronomia e animação cultural. São três dias dedicados à valorização do património, da criatividade e do convívio intergeracional, realça a organização.

Cada um dos três dias é dedicado a um tema próprio: “Identidade e Memória”, a abrir, esta sexta-feira, dia 11 de setembro; “Partilha e Residência”, a 12 de setembro; e “Longevidade Ativa e Combate ao Isolamento Social”, no dia 13.

Hoje o festival arranca às 17h30 e o destaque é o território em que se insere Aljubarrota e alguns dos seus elementos identitários, explicou ao REGIÃO DE LEIRIA Fábio Sílex, da Ala D’Artistas.

Esta sexta-feira, acontece, por exemplo, o atelier de Argilas Selvagens, com Andreia Pinho, o Museu da Padeira, com José Marinheiro, “que transformou a sua casa numa fascinante experiência de histórias e legado de conhecimento”, e uma programação musical que cruza gerações, com Nuno e os Espertos (21h) e DJ Nigga (23h30).

O segundo dia combina um programa diurno de oficinas (chi cung e tai chi, antotípias, arte conceptual para videojogos, escrita criativa, entre outros), com um programa noturno para sábado que junta o espetáculo de comédia “Manual para Sobreviver a Dois” (21h) e os concertos de Mão Cabeça (22h30) e Exomortis (23h30).

Domingo, terceiro e último dia do FAAL, abraça o programa INATEL Longevidade+, com sessão de yoga, missa, o espetáculo CaosArte, almoço comunitário, a palestra “Conversas Saudáveis” sobre saúde mental e longevidade ativa, uma caminhada rural com mantras e o encerramento com “Entardecer ao Fado”, às 18 horas.

“É um dia construído com uma forte lógica comunitária, em articulação com entidades locais, nomeadamente a Paróquia de Aljubarrota e a Associação de Pais de Aljubarrota”, refere Fábio Sílex.

O programa inclui ainda exposições, mercado das artes, ciclo de cinema, passeios a cavalo e uma zona de relaxamento, distribuídos pelos três dias do festival.

O responsável pela organização está convicto de que o FAAL é uma aposta ganha para a freguesia. Mas, mais do que os números, interessa-lhe a qualidade das atividades disponibilizadas e a forma como isso terá impacto na comunidade:

“Naturalmente desejamos ter a Praça do Pelourinho cheia, mas interessa-nos igualmente perceber quantas pessoas participam numa oficina pela primeira vez, quantas famílias permanecem no festival durante várias horas, quantas pessoas conhecem um artista ou um artesão, quantas regressam no dia seguinte”.

Reforça, por isso, a importância de apresentar um FAAL totalmente gratuito, de forma a “democratizar o acesso à cultura”, tornando-a acessível a todos.

AZ