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Freguesias de Leiria recebem sistema de comunicações por satélite

Nove meses após a tempestade Kristin, Leiria continua a apostar na resiliência da comunidade, preparando melhor as infraestruturas e organizando as equipas para futuras situações de emergência.

Uma pessoa de costas veste um casaco azul com a inscrição «Proteção Civil — Unidade Local». Ao fundo, veem-se outras pessoas e uma fita de delimitação numa área ao ar livre.
FOTO: Joaquim Dâmaso

Nove meses depois da tempestade Kristin ter atingido o território, o concelho de Leiria continua a trabalhar na resiliência da comunidade, de modo a que esteja as infraestruturas e as equipas estejam mais preparadas e organizadas no futuro.

Exemplo disso é a distribuição pelas 20 freguesias, bombeiros e instituições do concelho de sistemas de comunicação por satélite Starlink, com o objetivo de promover “a redundância em termos de comunicações”.

A explicação foi dada por Luís Lopes, vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria, na segunda-feira, durante o painel “Redes resilientes e soberanas em situações de emergência”, no NEXXT Leiria, considerando ainda assim que a opção poderá ter falhas, uma vez que o sistema é detido por uma entidade privada.

Para o vereador, o país deveria ter um sistema próprio, que desse garantia de que “não estará dependente de uma decisão de uma pessoa ou de uma vontade política ou económica” para se conseguir manter as comunicações por satélite, lembrando o que aconteceu, na semana passada, quando fontes próximas do Governo ucraniano denunciaram que o acesso ao serviço fora restringido.

“Temos a rede fixa, que pode ter uma falha parcial ou total, como aconteceu na Kristin ou no apagão (…), temos o Siresp, temos as comunicações por rádio e depois temos o sistema de comunicações por satélite”, explicou, acrescentando que é o que “já estava a funcionar”, mas “se alguém o condicionar, de forma deliberada ou não, deixamos de ter a tal redundância que precisamos”.

A par da aposta tecnológica, com forte dependência de inteligência artificial, o município está a procurar capacitar as equipas e adotar planos alternativos para decisões em situações de crise como a vivida a 28 de janeiro.