A tempestade Kristin é um teste à capacidade do Estado proteger pessoas e bens; às infraestruturas nacionais e municipais e à sua resistência; ao nível de redundância dessas infraestruturas e ao seu desempenho e, um teste a todos nós, famílias e empresas!
A situação de calamidade foi aprovada um dia depois e o pacote de medidas excecionais a 1 de fevereiro. Claro que quatro dias depois é eternidade quando a prioridade é água, energia e comunicações.
Os Municípios devem assegurar a primeira resposta. Dependem do poder central para reforçar meios, desbloquear apoios e garantir logística. As freguesias, a dinâmica dos seus presidentes, são fundamentais pois estão no terreno a viver as dificuldades sem recursos técnicos, humanos ou financeiros para acudir.
Dependem da autarquia, dos voluntários e de meios externos. O resultado foi uma região aos “retalhos”: locais com reposição rápida e outros onde ainda falta tudo. O concelho não está todo na mesma velocidade.
Esta tragédia (e as anteriores) expõe falhas. De comunicação; falta de redundâncias; comando confuso e ineficiente; infraestruturas pouco fiáveis. Não conseguimos aprender nem mudar!
As comunidades têm sido exemplares, mas a solidariedade e o voluntarismo não pode ser o plano A, antes o Estado (central e municipal) deve aprender e corrigir, para responder atempadamente. O Tempo é de agradecer muito pelo esforço! Sabendo que um balanço sério e exigente é fundamental.