Agradeço o amável convite para, aqui, usar das palavras e partilhar desabafos, o modo de exteriorizar alguns pensamentos, das mais variadas áreas ou fora delas.

Sendo o primeiro, importa fazer uma breve apresentação do autor. Não serve como introdução curricular, antes como manifesta declaração de interesses e dá ao leitor a perceção do fulano, cuja cara se pretende bata com a careta. De Ourém, leia-se Região de Leiria, licenciado em Engª. Agropecuária, MBA em Gestão de Empresas, Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, Presidente da Distrital de Santarém do PSD, Deputado à Assembleia da República, ex- mesário da Santa Casa da Misericórdia de Leiria e sócio do SLB.

Demorei demasiado tempo a responder ao repto, não por falta de vontade, mas antes porque o momento é pouco inspirador, seja qual for o tema da atualidade, do passado ou antevendo o futuro, o maldito vírus está presente, mesmo sem ser “COVIDADO”, ele está aí em todo o lado. Das poucas certezas que temos é que o COVID 19 vai marcar o futuro, pese embora não se saiba bem de que modo, e como alguém dizia, estamos a viver um “momento bíblico” retratado como se de um filme de Hollywood se tratasse, dos que sempre odiei e evitei ver por não me querer imaginar em cena. Por falar em Hollywood, a parte boa da coisa é que descobrimos que afinal os super-heróis existem, mas não são os que usam capa e voam, na sua maioria usam batas e fardas, não voam mas quase não dormem, são incansáveis, não são imortais mas salvam vidas. Quero deixar aqui uma palavra muito especial e de alento aos mais velhos, aos mais vulneráveis a esta pandemia, aos que sucumbem mais facilmente e a quem o maldito vírus roubou esperança de vida, privou de liberdade, extorquiu sentimentos e deu insegurança e angústia. Estes, onde incluo os meus pais e avó Moura, não mereciam tal desgraça, desejo a todos muita saúde.

(Artigo publicado na edição de 7 de maio de 2020 do REGIÃO DE LEIRIA)