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Vista direita: Definir prioridades

Austeridade e crise, duas coisas diferentes, tomaram o quotidiano português.

Domingos Carvalho, membro da Assembleia Municipal de Leiria domjcarvalho@gmail.com

Austeridade e crise, duas coisas diferentes, tomaram o quotidiano português. A primeira obriga a optar pelo indispensável e deixar o supérfluo. Atitude imperativa para os nossos executivos.

O local tem gasto o pouco que há em obras de prioridade… duvidosa. Obras feitas porque o anterior executivo as havia inscrito – entre outras, ainda no tempo do sobe, sobe, balão sobe…- em programas de cofinanciamento comunitário.

À roda do e no castelo ou a refazer o que estava “normal” (ex. R. Tenente Valadim ou o mercado de Sant’Ana). E o que urge por todo o Concelho vê o pouco dinheiro que há ser gasto em obras de embelezamento, próprias de tempos de abundância. Nada imprescindível.

Isto suscita-me uma dúvida. Se o estádio estivesse nesses projectos, construía-se?

A regra é simples. Em austeridade faz-se o prioritário, a manutenção e o inadiável. Para a abastança fica o que noutras circunstâncias não poderia ser feito. Fácil, não? E permite maior equidade e justiça para todos os munícipes.

Assim parece haver filhos e enteados…

Para o ano vai ser melhor, desejo.

P.S.: O Governo parece confundir austeridade com empobrecimento. Revela a intenção de conduzir a crise no sentido regressivo. Quando o que se exige é que esta sirva para implementar medidas de desenvolvimento. E pode fazer-se da crise uma oportunidade…

(texto publicado na edição em papel de 30 de Dezembro de 2011)