Domingos Carvalho, membro da Assembleia Municipal de Leiria. domjcarvalho@gmail.com

De há largos anos para cá foram muitas as decisões de visão curta e imediatista que influenciaram o destino da nossa Leiria.

A de encerrar ao trânsito a Praça Rodrigues Lobo. Em si mesma incontestável mas, tomada antes de ser resolvida a questão “zona histórica”, levou à… ao estado em que está hoje.

Depois, no tempo em que Leiria e seus arrabaldes viam edifi cações surgir como cogumelos, construiu-se massivamente na zona do Telheiro sem antes ser garantido o escoamento de tráfego.

Mais tarde, quando não havia burgo onde não houvesse um centro comercial, por aqui, uma das capitais do consumo em Portugal, nada. Num tempo em que, por via do tão propalado crédito fácil, o comércio tradicional até poderia encontrar estratégias de “resistência”. Apareceu quando já o clima económico estava em final de Outono…

Não resisto a falar do estádio. Que não foi uma decisão a “destempo”. Foi, tão só, uma decisão errada. Desastrosamente errada!

Agora que andamos a rapar os cêntimos, pasmo cada vez que vou, pela EN1, em direcção a Sul. E pergunto-me: Há petróleo na Azóia? É que os nós rodoviários, as estradas, o burburinho, são típicos de um país, ou região a quem o dinheiro assiste…

E outra vez quando o tempo já não é tempo, poeticamente, reclamamos a “regeneração” da linha do Oeste. Será sina?

(texto publicado na edição em papel de 28 de Outubro de 2011)